Morde e assopra
Dias após anunciar a louvável medida de redução da máquina pública por meio de cortes de até 10 ministérios, o Planalto voltou a falar da CPMF. Conhecido como "imposto do cheque", em 2007, quando foi extinto, a CPMF traria o tão procurado alívio financeiro ao governo federal. Quisera fosse mesmo só o "imposto do cheque", uma vez que hoje em dia, são poucos os que ainda fazem uso da cártula. No entanto, tratava-se como o nome já diz, de um contribuição sobre movimentações financeiras, o que não se restringia aos cheques. Em outras palavras, seria mais um ataque ao bolso do contribuinte. Parece que nossa presidente sofre de bipolaridade, variando entre o razoável e o maluco. Tamanha a repercussão negativa que até mesmo seu vice, Michel Temer, rechaçou a ideia, classificando-a como "projeto de impeachment". Há que se concordar, uma vez que o Planalto não se pode dar ao luxo de colocar em risco seu já diminuto apoio no Congresso com uma proposta tão impopular. Fato é que enquanto o governo não atacar de fato o problema - a ineficiência da máquina pública em todas as suas esferas - continuará passando ridículo.

JOÃO PAULO SHINITI ITIMURA YAGUI (advogado) – Londrina



Engodo
O orçamento da União para o ano que vem foi enviado para o Congresso Nacional com um deficit de R$ 30,5 bilhões. Isso causa grande desconforto para a credibilidade do País junto aos investidores internacionais. Após alguns anos de atos falhos, quer o governo encontrar maneiras miraculosas para sanar seus atos grosseiros. Para suprir as falhas, torna-se necessário enxugar o Estado. Isso quer dizer acabar com metade dos ministérios que nada mais são que acertos políticos para reforçar apoio ao governo; diminuir drasticamente o número de deputados federais, hoje são 513, para no máximo 150, pois cada um custa ao nosso bolso, incluindo se aí os penduricalhos, a bagatela de R$ 173 mil mensais. Diminuir também o número de deputados estaduais e o quadro de funcionários sem concurso, pois nos custam verdadeiras fortunas e não acrescentam quase nada.

EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) – Londrina



Deficit de R$ 30 bi
O ajuste tributário proposto pelo governo Dilma provocou o aperto de toda classe trabalhadora e produtiva deste país e restringiu sem distinção os sonhos e ideais de crescimento de uma nação. Não bastassem os erros administrativos e escândalos financeiros de desvios de dinheiro público jamais vistos,o governo assinou um atestado de incompetência ao mandar para o Congresso o orçamento do próximo ano com deficit de R$ 30,5 bilhões. Agora, Dilma tenta repassar ao Congresso a responsabilidade pela aprovação de medidas extremas para aumento da arrecadação visando cobrir o rombo financeiro, coisa que é de sua inteira responsabilidade como presidente. Todos sabem quem causou o tal "buraco" nas contas públicas do país. A sociedade não está vendo até o momento nenhuma ação por parte do governo de corte significativo de seus custos, como o cobrado até agora do povo. Pelo contrário, criam-se medidas paliativas, como o corte do número de ministérios que não resolve, pois os custos de cada pasta serão remanejados a outros. O povo não merece a carga que está sendo transferida a ele pela incompetência do governo.

YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá



Fascículos do Enem
Gostaria de parabenizar e agradecer a Folha de Londrina pela publicação dos fascículos semanais do Enem. Todos os cadernos publicados até agora estão sendo trabalhados no curso preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio com os alunos do Colégio Estadual José de Anchieta, de Borrazópolis. Parabéns ao Grupo Folha pela iniciativa e por contribuir de modo concreto e significativo para a melhoria do desempenho dos jovens estudantes. A produção desse material pedagógico comprova que o jornal Folha de Londrina é um meio de comunicação realmente comprometido com a qualidade da educação.

APARECIDA VIEIRA REMES (professora) - Borrazópolis



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