Socorro, Ministério Público!

Em meio à indecorosa proposta de antecipar a prorrogação dos contratos de pedágio, surge uma notícia que nos causa surpresa e estranheza. Segundo se propala, o Paraná tem uma dívida bilionária com as concessionárias, fruto das mais de 170 ações movidas por elas contra o Estado em razão de demandas judiciais encetadas por administrações anteriores. Isso é, depois de 17 anos de ferrenha exploração dos paranaenses, nós ainda devemos bilhões às concessionárias! E dizem que a dívida ficará impagável no final dos contratos, em 2022. Que calvário é esse? Nossa gente não merece ser espoliada dessa forma. O povo paranaense não pode aceitar a continuidade desse obscurantismo que blinda os termos dos contratos de concessão. Mesmo que não houvesse esse novo componente (ressarcimento de pendências judiciais), qualquer tentativa de prorrogar o modelo vigente já é uma grande afronta. Em tempos de Operação Lava Jato, que está moralizando a relação de negócios entre o poder público e empreiteiras, torna-se imperioso investigar muito bem essa proposição. Socorro, senhores procuradores do Ministério Público Estadual. Vamos abrir essa "caixa preta", cujo segredo é escudo para o lucro exorbitante, a desobrigação de investimentos e a ruína da nossa economia. O governador Beto Richa tem obrigação de colocar às claras essa situação. E os deputados estaduais, o que têm a dizer? Chega de tanto silêncio, de tanto mistério e da ação de pessoas useiras e vezeiras em negociatas.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina




Democracia: direito de todos

No último dia 16/8 parte da população saiu às ruas "em prol da democracia". Reuniram-se nas principais capitais do País e em outras cidades. A maioria tinha como objetivo a saída da presidente Dilma e "sua corja do PT". Cômico ou trágico, mas vi um vídeo publicado no Facebook em que uma mulher perguntava aos manifestantes quem eles iriam colocar no lugar da presidente caso ela viesse a sair. E, para minha surpresa, grande parte não soube responder. Buscavam apenas a saída da presidente que declaravam como "governo comunista e ladrão". Uma manifestação mal planejada em minha opinião. O problema maior e que mais me preocupa, porém, é um seleto grupo de manifestantes que busca a volta da ditadura militar. Seria essa realmente a solução mais adequada? Eles não aprenderam que a ditadura militar foi um período reinado por censura em níveis catastróficos? As consequências disso surgiram já nos primeiros dias com os militares controlando toda a população, chegando a estabelecerem um toque de recolher (22 horas) e considerando suspeito todo e qualquer movimento de um grupo de pessoas. Sem mencionar a censura à nossa liberdade de expressão, tão valorizada pela nossa conquistada democracia.
WILLIAM GONÇALVES RODRIGUES MEDINA (estudante) – Londrina




Inocente até que se prove o contrário

Algo me incomoda no reino da Dinamarca. Constantemente vejo na mídia que fulano foi acusado e seus pares afirmarem que ainda não se provou nada. E o dito cujo continua no cargo recebendo salário. Penso que no salário está embutido, além da responsabilidade, também o risco de perder o emprego ou o mandato de uma hora para outra. Para quem recebe dinheiro público, a simples suspeita deveria ser motivo de demissão por justa causa. Afinal, na função pública não basta ser honesto é preciso parecer honesto. A acusação deve vir de órgão competente para dificultar interesses. Provada a inocência, indenize-se.
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) - Londrina




Mentindo até para os correligionários

Um dos caciques do PT deu uma de coitadinho, chegando a promover uma campanha, para arrecadar fundos junto aos "cumpanheros" para saldar dívidas do mensalão, ou seja, um milhão e pouco de reais. Os fiéis colaboradores mal sabiam que o coitadinho tinha recebido só de "consultoria" quase R$ 40 milhões. Provavelmente, alguns ficaram furiosos, não tanto por terem desembolsado o dinheiro, mas por terem feito o papel de trouxas. Confesso que votei em Lula, quando da sua primeira vitória para presidente da República, acreditando piamente nas suas promessas de trabalho, transparência e seriedade. Qual não foi minha surpresa quando o vi abraçado com os representantes da escória da política brasileira: Sarney, Maluf, Collor e demais raposas. Aliar-se a bandidos em nome da governabilidade é totalmente fora de propósito. Infelizmente, partido político no Brasil, na sua essência, no tocante à lealdade, responsabilidade, seriedade para com a coisa pública inexiste.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) – Londrina

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