OPINIÃO DO LEITOR
Quem bate esquece, quem apanha, nunca!
As cenas do dia 30 de agosto de 1988 e do dia 29 de abril de 2015 do massacre dos educadores paranaenses não são reais, são ficção? Como pode o professor apanhar tanto! O correto não seria se curvar ante o mestre, àquele que ensina e educa, como se faz no Japão? Em agosto de 1988, o então governador Alvaro Dias colocou a cavalaria e cães contra os professores. Era um ano muito difícil, com uma inflação que corroía todo nosso salário, não sobrava nada! A Educação ia de mal a pior, como agora no governo Beto Richa. A mídia está aí para mostrar todo o sucateamento das escolas, qualidade de ensino, insatisfação dos educadores, violência nas escolas (aluno batendo em professor e professor estressado e desvalorizado). O caos na educação atinge em cheio os educadores da ativa e os aposentados, que passam a ver seu salário reduzido pelo desconto previdenciário. E os precatórios, oriundos de direitos conquistados dos professores com mais de 60 anos, que o governo deixa de pagar para quitar dívidas atuais e desviando para outras secretarias! Claro, o Ratinho Junior será o provável candidato à Prefeitura de Curitiba. Quando um Estado, um País deixa de investir em Educação, deixa claro a intenção de seu governo em relação ao seu povo e que o "seu maior inimigo é um povo culto". Com todo o desmando, perseguição, promessas não cumpridas e direitos não respeitados a classe continua mais unida do que nunca.
Estratégia do PT
O propósito do governo petista de recriar a CPMF - agora batizada de "Contribuição Interfederativa da Saúde" (CIS) - não passa de um blefe para desviar o foco da Operação Lava Jato e do possível impeachment da presidente Dilma. Diante da atual carga tributária suportada pelos brasileiros, não existe espaço para mais um tributo e, ao contrário do que pensa o governo, a sociedade clama por redução tributária, principalmente sobre os encargos sociais e especificamente na desoneração da folha de pagamento que incide PIS, Cofins, etc., o que inviabiliza as empresas de gerar empregos e renda para o trabalhador.
Frota pública
As reportagens "Gasto com frota oficial cresce 30% em cinco anos no PR" (Geral, 21/8) e "Veículos apreendidos são prensados para reciclagem" (Cidades, 15/8), me leva a sugerir um novo modelo de gestão que poderia ser aplicado pelo Estado na renovação da frota. Com todo gasto que se terá para consertar os veículos mais o fato de o governo pagar menos para obter carro zero km, seria prudente usar o dinheiro dos consertos e o que se arrecadar em leilão desses carros parados para adquirir veículos novos. Além de trazer segurança aos usuários e economia ao Estado, também melhoraria a imagem das instituições públicas. Outra alternativa seria buscar veículos abandonados que são apreendidos e vão parar em pátios dos Detrans e delegacias, que ficam servindo de criadouro do mosquito transmissor da dengue. A terceirização da gestão da frota também pode ser avaliada pelo Estado e o serviço de transporte seria feito pela empresa vencedora de licitação.
Postos de saúde
Tenho acompanhado o drama de pessoas que procuram os postos de saúde e vejo que nada mudou ao longo dos últimos 30 anos. Entra e sai governo e nada acontece: a população carente continua à mercê da própria sorte ou nas mãos de Deus como preferem uns. A questão é grave e tento entender o porquê de tanta crueldade. Em muitos postos falta médico, em outros faltam macas e remédios, em quase todos não há aparelho de Raio-X ou estão quebrados. Pagamos nossos impostos na fonte, então não tem lógica esse amontoado de problemas na saúde pública. Será que é por influência de planos de saúde que defendem a bandeira de que quanto pior a saúde pública mais poderão vender seus planos? Ledo engano, a chance de inclusão é baixa na saúde pública, imaginem na saúde paga!
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