OPINIÃO DO LEITOR
Invasões bárbaras
No ano de 476 DC, Odoacro invadiu Roma e destronou seu último soberano, Rômulo, marcando o fim do Império Romano do Ocidente, e o início da chamada Idade Média. A partir de então, deixaram de ser utilizados o direito romano, dentre outras contribuições de herança greco-romanas. Um atraso que custou à humanidade mais de mil anos de recuperação. Uma metáfora (ou lição), talvez, para os tempos que enfrentamos hoje no Brasil. As hordas dos bárbaros petistas invadiram Brasília e lá se instalaram desde 2002. E como o Brasil não é Roma e Lula/Dilma não são Odoacro, eles demoraram pouco mais de 10 anos, mas conseguiram, nesse tempo, acabar com a ordem, o direito e a razão do País. Cooptaram instituições e empresas, dominaram cargos, estabeleceram-se de modo que a sua extirpação deve ser demorada (espera-se que menos de mil anos) e dolorosa para a nação. O direito e a razão, a eles, não se aplicam. Apenas o seu direito bárbaro e a sua razão imbecil. Não importa que o Judiciário lhes condene os líderes. Continuam a adorá-los como os bárbaros a seus deuses. Não importa que a razão lhes provem equivocados. Continuam a insistir em sua lógica mística, quase xamanística. Enquanto isso, esperamos ansiosos o iluminismo para nos salvar das trevas.
Por onde caminha Herodes
Sabendo da chegada daquele que mudaria o curso da História, Herodes determina a seus guardas o extermínio de crianças com idade de até dois anos por entender que assim eliminaria o obstáculo para suas audaciosas pretensões de reinado. Este a quem perseguia nada havia que recomendasse contra, era apenas um bebê. Herodes por onde tem andado? Desejamos saber como procederia em nossos dias com aqueles de idade superior a dois anos que insistem em mentir, muito próprio em período eleitoral, de que vão dar solução ao que seus pares têm feito de errado e que não se torna diferente com sua ascensão, pelo contrário, cada vez degradando mais? Entregaram a alguns a missão de reverter esse quadro: Lula, Dilma, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, José Dirceu, etc. Não está dando certo Herodes, todos têm mais que dois anos.
Escolas militares
Li o artigo "Escolas militares: o gemido dos medíocres", do professor Paulo André Chenso (Espaço Aberto, 15/8), e realmente é um absurdo alguém falar contra os métodos de ensino dessas escolas. Deveriam achar uma maravilha os milhares de estudantes que se formam e são os melhores do País. Será que para "eles" (os contrários) não há interesse que existam escolas boas e que formem pessoas inteligentes, íntegras e que saibam realmente o que se passa no nosso País? Ou será que para "eles" está bom a degradação das escolas hoje? Sou do tempo, e não faz muito, em que havia respeito pelos professores, sabíamos todos os hinos e datas importantes da Nação, hasteávamos bandeiras, as escolas públicas eram ótimas e não precisávamos fazer nenhum cursinho para entrar numa faculdade, precisava ter nota e conhecimento para passar de ano. Como o dr. Paulo disse, tínhamos que ler (mesmo que alguns chatos) todos os livros de autores renomados como Machado de Assis, Euclides da Cunha e outros e hoje estamos aí. Qual a razão de, antes de falarem mal, não irem ver se os alunos, professores e pais estão achando ruim essas escolas e se realmente estão "forçando a barra"? Está na hora de mudarmos tudo isso, pois estamos precisando de mais escolas assim.
Correção
* Diferentemente do publicado na matéria "Empresa de Cambé vende 23% a mais no semestre" (Economia&Negócios, 24/8), a produção da Sandoz deve passar dos 1,3 bilhão de comprimidos em 2014 para 1,6 bilhão em 2015.
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