Redução de salários
Olhando os exemplos de cidades ao nosso redor que conseguiram com êxito a redução dos salários dos vereadores, nós deveríamos seguir o mesmo exemplo em Londrina. Assim, poríamos fim aos políticos de carreira que se perpetuam na Câmara. Como em outras cidades, deveriam se manifestar o clero, os sindicatos trabalhistas e patronais e várias camadas da sociedade. Quem sabe poderíamos ser exemplo para o Paraná e o Brasil e não ser uma Londrina de maus exemplos de corrupção como na Lava Jato, Petrolão e outros escândalos que aparecem em nossa cidade nos últimos anos. Se conseguirmos isso, poderíamos levar a ideia de redução para deputados estaduais, federais e senadores.

ANTONIO RICARDO PACHECO (engenheiro mecânico) – Londrina



Mentalidade tacanha
Simpatizantes petistas, desprovidos de melhor argumentação para justificar o primor de corrupção praticado pelos seus companheiros, malandramente criaram o bordão: "Quem vai protestar vestindo a camisa da seleção brasileira de futebol é conivente com a corrupção na CBF". E o leitor Paulo F. Gonçalves (Opinião, 20/8) "comprou" essa hipócrita ideia. Se fosse assim, os dedicados funcionários da Petrobras sentiriam constrangimento em vestir o uniforme da empresa depois que a quadrilha do PT e aliados a tomaram de assalto. Quem tem conduta ilibada e luta pela integridade da nossa petroleira, sente orgulho de vestir a sua camisa e carregar no peito o seu escudo. Assim é, também, com o glorioso uniforme verde amarelo, seja do futebol, do voleibol, da natação e de outros esportes que o Brasil é destaque mundial. A camisa canarinho da seleção brasileira é um "manto sagrado" pelas suas conquistas e ainda é a maior vencedora do planeta. Enche de orgulho os brasileiros e é reverenciada com muito respeito no mundo inteiro. A corrupção praticada pelos Marins, Teixeiras e outros, bem como a ladroagem na esfera governamental é problema para a Justiça resolver. A CBF e a Petrobras não são deles. Temos que separar a conduta desses meliantes da representatividade das instituições que orgulham os brasileiros. Os bandidos passam, mas o sentimento patriótico dos símbolos de brasilidade permanece.

LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina



Lógica petista
Um tanto aliviados, passadas as manifestações do dia 16, os petistas começam o contra-ataque. Desconsideram os quase 800 mil brasileiros que foram às ruas protestar e se apegam aos quase 200 milhões que não foram. Para eles, valeu a lógica do "quem cala consente". Se você não foi ao protesto, concorda e aprova o governo Dilma. Brilhante, não? Para chegar a essa conclusão cheia de lógica matemática, desconsideram as pesquisas de opinião sobre o governo nos últimos 6 meses. Desesperados, apegam-se onde podem. E o pior é que tem gente que repercute esse besteirol. Não fosse suficiente, do alto de sua inexplicável arrogância, classificam esses 800 mil cidadãos como uma minoria, barulhenta e violenta. Chamam seus pleitos de golpismo e seus integrantes de intolerantes. Há algum tempo falei de um site, o "Humaniza Redes", ligado ao Planalto, que - além de contemporizar com a pedofilia - teria a função de "proteger" os internautas de ataques de "intolerância". Advinha quem são os intolerantes? Advinha quem vai ser alvo do Humaniza Redes? Censura? Imagina!

JOÃO PAULO SHINITI ITIMURA YAGUI (advogado) – Londrina



Atos anti-impeachment e pró-democracia
Essas manifestações que aconteceram em todo país, na quinta-feira, são atos públicos em defesa do Estado de direito, pela manutenção da legitimidade do voto expressado nas urnas pela maioria da população brasileira concedido à presidente Dilma nas eleições passadas. E ainda contra qualquer intenção golpista ou de ressuscitar o Estado ditatorial em que o país tanto penou no passado. Essa defesa de um governo que tanto fez pelos excluídos não pode ser achincalhada por grupos eleitoreiros e burgueses antipovo que querem rasgar a Magna Carta. Justiça, democracia e não à corrupção, mas em respeito à legalidade!

CÉLIO BORBA (artista plástico) – Curitiba



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