OPINIÃO DO LEITOR
SOS Fazenda Figueira
Feliz o comentário do sr. Walter C. Barroso (Opinião, 19/8) sobre a Fazenda Figueira, doada por Alexandre Barão para a Universidade de São Paulo (USP), sob o comando da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queirós de Piracicaba (SP). Essa fazenda é de todos os paranaenses para pesquisa de estudantes de todo o Brasil. Os estudantes da UEL, da UEM e outros dependem desta fazenda para a realização de pesquisas e aulas práticas de pecuária, agricultura e meio ambientes. O Incra deveria tomar conhecimento para ajudar na desocupação. Como todos têm conhecimento, pelo menos metade dos invasores não são do meio rural. Não podemos concordar com isso. Pedimos a todas as autoridades que intervenham para desocupar a fazenda no menor prazo possível para que não haja estragos na propriedade, principalmente, ambientais. Contamos com a colaboração da Sociedade Rural do Paraná, Sindicato Rural, cooperativas agrícolas, Acil, Iapar, UEL, UEM, Uenp e outras universidades particulares, governo do Estado, agricultores e pecuaristas nesta luta. Esta Fazenda é para fins de experiências agrícolas, pecuária, ambiental e florestal e é um verdadeiro santuário ecológico de Londrina e do Brasil.
Justiça seja feita
Com relação à matéria "Enfermeiro é indiciado por morte de paciente" (Geral, 19/8), o indiciamento do enfermeiro E.F.S. da UPA da Fazendinha, em Curitiba, por homicídio culposo é mais um desses erros grosseiros que vão marcar a vida desse profissional para o resto da vida. O rapaz cumpriu sua obrigação de atender a paciente, porém ele não é médico para fazer um diagnóstico. Não é sua função. O estado vital de uma pessoa muda em questão de segundos e sobrevém uma morte súbita, que não é culpa de ninguém. O delegado encarregado do caso disse que ele poderia ter receitado um medicamento, logo na triagem da paciente. Errado. Enfermeiro não receita, só o médico ou dentista podem receitar. Está para ser liberada a receita pelo enfermeiro (não pelo atendente de enfermagem) quando o paciente faz uso de medicação de uso contínuo já prescrita pelo médico e ele tem que retirar a medicação em posto de saúde ou outra entidade de saúde que dispense tal medicação.
Atire a primeira pedra
No episódio bíblico uma mulher adúltera seria julgada pelo populacho, em obediência à lei severa vigente então, e tinha como defensor apenas um jovem nazareno em início de sua missão terrena. A condição que ele impôs para a execução da pecadora foi de que apenas os que se achassem sem pecados pudesse iniciar o suplício e, depois de consultar suas consciências, todos, sem exceção, afastaram-se, ficando apenas o defensor e aquela que, depois do acontecido, tornou-se sua mais fiel seguidora. No caso recente acontecido entre nós, há os mesmos ingredientes, só que aqui, um grupelho está com as pedras nas mãos, pronto para atingir a nossa Madalena (promotora Leila Schimiti): são aqueles ladrões acusados por ela, cujos pecados nem o próprio Nazareno perdoaria. De outro lado, uma população que, reconhecendo o brilhante trabalho da promotora defende que, o fato da mesma ter cometido um deslize, sua missão de defensora dos direitos da sociedade não deve, em absoluto, ser maculada. Espero e almejo, como todos os que estão ao lado da ética e da decência, que o tempo sirva para uma reflexão e aprendizado, e que o seu retorno seja saudado como a certeza de que tudo continuará como sempre foi.
Quem procura acha
Os estudantes da UEL agredidos durante a manifestação ocorrida no último dia 16, em Londrina, foram procurar sarna para se coçar. Estavam no lugar errado, no momento errado e fazendo o errado. Deem graças a Deus porque ainda saíram no lucro. Se culpa se imputa àqueles que não preveem o que facilmente pode acontecer, eis aí os únicos culpados.
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