OPINIÃO DO LEITOR
Vamos para rua
Vestimenta verde amarelo, bandeira brasileira em punho e cartaz de protesto. Esse é o traje de gala para os brasileiros conscientes saírem às ruas domingo, dia 16 de agosto. Não tem jogo de futebol, passeio no shopping, filme na TV, sessões de cinema ou qualquer outro compromisso que seja mais importante, no próximo domingo, do que os protestos de rua para pôr um fim nessa desordem na qual o PT jogou o País. Vamos mostrar nosso inconformismo e indignação com as atitudes nefastas desses vilões que traíram a pátria e roubaram a esperança do nosso povo. Vamos lutar pela saída de Dilma. Chega de tanta bandalheira. Vamos encerrar a carreira desses esquerdopatas ultrapassados, incompetentes e corruptos, mostrando que o sonho deles de um Brasil vermelho está acabando. Que o desejo de uma república bolivariana brasileira é utópico. Pensem no futuro dos nossos filhos e netos. Vamos exaltar, aclamar e apoiar o excelente trabalho do juiz Sérgio Moro, dos procuradores do Ministério Púbico Federal e da Polícia Federal. Agora é a hora da brava gente brasileira mostrar toda a sua força. Temos poder para mudar essa caótica situação. Os políticos sabem disso e temem muito o clamor da população nas ruas. Não se acomodem e não se omitam, o Brasil precisa que seus filhos honrados e bem-intencionados bradem um grito de basta a essa canalhice que lesa a população e nos envergonha perante o mundo.
Pau de amarrar burros
Havia uma cidade no velho oeste na qual o meio de transporte mais comum era cavalos e burros. Em frente da prefeitura tinha um "pau de amarrar burro", no qual os moradores amarravam seus burros quando iam trabalhar ou fazer compras. Como os burros faziam muitas lambanças, o prefeito, indignado, baixou um decreto e pregou fora da prefeitura com os seguintes dizeres: "Proibido amarrar burro aqui fora para não atrapalhar os que estão aqui dentro". Só lembro que qualquer semelhança com quem projetou as sinalizações na Avenida Tiradentes, em Londrina, é mera coincidência.
Rodovia do Café
Senti-me agraciado com a matéria "50 anos da Rodovia do Café" (Reportagem, 25/7), pois também sou parte da história dessa estrada. Na década de 60, a Rodopavi, construtora de parte da rodovia, montou sua infraestrutura e se instalou em Apucarana. O meu pai Almiro Cardozo da Silva (de saudosa memória) e o meu tio Almiro Brito de Souza, que ainda vive em Apucarana, trabalharam na construção como operadores de máquinas pesadas. A pedido do meu pai, aos 16 anos fui contratado para trabalhar como auxiliar de topografia. Trago em minha mão esquerda a marca de um acidente sofrido quando trabalhava na construção da rodovia. A rodovia estava sendo construída com recurso do tesouro americano, tendo como slogan "Aliança para o progresso", na gestão do então presidente John Kennedy. Foi inaugurada e entregue ao povo no governo de Ney Braga na presença do presidente Castelo Branco. Na sequência, por incompetência do Estado em administrar um bem que era do povo, coube ao governo Jaime Lerner dividir, leiloar, pedagiar e entregar a terceiros a mais importante obra do Paraná.
Correção
* Diferentemente do publicado na matéria "Presidente garante normas mais rígidas em promoções da Câmara" (Política, 13/8), a atual proposta do Plano de Cargos, Carreira e Salários dos servidores da Câmara de Vereadores limita a progressão por conhecimento a quatro graus a cada dois anos e 20 graus na carreira; o que significa reajuste máximo de 50% no salário. O servidor poderá requerer progressões por conhecimento ou merecimento após concluído o segundo ano do estágio probatório. O avanço na carreira corresponde a diferentes percentuais de reajuste. Para um grau, 2,5% e dois graus, 5,06%. O nome correto do presidente da Câmara é Fábio André Testa.
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