OPINIÃO DO LEITOR
Alta tensão nervosa
Fiquei assim ao receber minha última fatura de energia elétrica. Depois de ter um quase infarto, resolvi ligar na Copel. Estava achando muito alto os valores, porque fiz uma retrospectiva das contas: em maio de 2014, pagava R$ 78 e na última fatura veio R$ 163, um pulo gigantesco! Após questionar o valor, a atendente me informou que, além do reajuste de 36,7% em março/2015 autorizado pelo governo federal, em julho houve outro aumento de 15,32%, que é o reajuste anual da Copel perfazendo total de 52,02%. Acredito que vem mais bomba por aí. Além disso, agora o povão está pagando a famosa bandeira tarifária vermelha (por coincidência a cor da bandeira do PT!) autorizada pelo governo federal. A atendente ainda disse: "Ah, mais teve aumento também de 6% de ICMS". E daí? Por acaso é a Copel que paga? Claro que não, eles repassam tudo para o coitado do consumidor! Resumindo, um terço do salário vai para pagar energia elétrica! Aí, os sindicatos batalham por míseros 7% a 8% de aumento para as categorias. Não sei até quando vamos ter que suportar isso, depois quando todos saem para as ruas em protestos, fazem greve para reivindicar melhoria salarial, a tropa de elite desses governos incompetentes e manipuladores coloca todos para correr.
Direito de greve
Trabalho, e muito, há dez anos no INSS. Para isso, prestei um concurso dificílimo e concorri, em pé de igualdade, com centenas de pessoas à época. Sou servidor público por opção. Estou em greve porque, ao longo desses dez anos, apenas tenho visto as condições de trabalho a que eu e mais 32 mil colegas somos submetidos diariamente se deteriorarem e, nossos direitos, conquistados ao longo de décadas, serem atacados e retirados. Se engana a população que acha que não respeitamos ninguém. Nosso patrão é o governo e, quando o patrão não quer negociar, nos resta apenas fazer greve para que sejamos ouvidos. Não estou descontente com o meu salário, ganho mais que milhares de brasileiros, eu sei, mas, a partir do momento que escolhi a carreira pública, escolhi também defender meus direitos com unhas e dentes. Não saio à procura de outro trabalho justamente porque amo o que faço. Os revoltados com isso que briguem por seus direitos, que eu e mais 32 mil vamos lutar pelos nossos.
Visão distorcida
Li no Editorial da FOLHA (Opinião, 31/7) sobre a carência de vagas nas creches de nossa cidade. Segundo especialistas, uma vaga não custa acima de R$ 500. Por outro lado, a mídia nos faz saber a necessidade de 200 mil vagas em presídio. Tomando por base que um preso que fica em celas superlotadas e em condições sub-humanas, tem pouquíssimas possibilidades de ser inserido novamente na sociedade como uma pessoa de bem. Esses presos custam R$ 3.000/mês ao erário fora a ajuda aos filhos, se eles os tiverem. Esses bandidos que, em grande parte feriram ou mataram pessoas de bem ou dilapidaram o patrimônio alheio em troca de uns míseros trocados, deveriam ser levados para campos de trabalhos para poder prover seu sustento, pois do jeito que está, depois de um curto espaço e tempo e algumas peripécias de seus advogados, eles ficam livres para voltar a delinquir e as crianças seguem sem creche.
Solução de conflitos
Com relação à matéria "Cartórios vão ajudar na solução de conflitos" (Cidades, 29/7), no currículo das escolas da magistratura deveria haver, além da teoria, a prática com participação nos conselhos de mediação como medidores. Isso valeria como requisito na formação de magistrados, fase que poderia ser remunerada com ajuda de custo. Com certeza, todos seriam ótimos magistrados com conhecimento básico da realidade dessa nossa sociedade litigante.
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