Inversão de valores
Fiquei mais uma vez surpreso com a notícia sobre a proposta da repatriação de dinheiro de brasileiros que, de forma não muito lícita, resolveram esconder do fisco. A forma mágica para corrigir o ilícito seria criar uma tarifa de 35% para que essas divisas retornem ao Brasil de forma lícita. Seria mais ou menos assim: "Me dê uma parte do que você ‘desviou’ e aí está tudo bem, não se fala mais nisso". Só que nosso ilustre presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, não quer favorecer o governo e irá apresentar outro projeto há muito tempo engavetado, que é de cobrar uma alíquota de 5% de imposto de renda. Pasmem, somos contribuintes que trabalhamos de forma lícita, sofremos todas as dificuldades do mercado de trabalho e somos agraciados com uma tabela de 27,5% de IR. É justo? Se você for honesto, a máquina cobra 27,5%, agora, se você for esperto, ela vai deixar por 5%. Outra inversão de valores é pagar salário de reclusão ao bandido que, brutalmente, retirou a vida de um pai de família e que deixa uma viúva, muitas vezes, com filhos totalmente desamparados. Para o bandido, salário de reclusão; para a viúva, resta o prêmio da dor, solidão e da necessidade que a falta daquele provedor do lar fará. Para ajudar a máquina, cria as dificuldades para receber a pensão, isso se o falecido for contribuinte, caso contrário, benefício só para o bandido. Acredite, este é o seu e o meu "Brazil".

FLÁVIO COLHADO GIMENES (contador) – Londrina



Sorvete: o maior negócio do mundo
Instada a informar sobre a origem do dinheiro utilizado na aquisição da mansão em condomínio londrinense, onde moram, mesmo depois de ter sido bloqueada pela Justiça, a esposa do preso André Vargas afirmou ter conseguido economizar um milhão de reais vendendo sorvetes, façanha que, convenhamos, "nunca na história desse país" alguém conseguiu.

ANTONIO DA SILVA PINNHATARI (bacharel em Direito) – Londrina



Greve no INSS
Pela terceira vez em 4 dias tentei, após agendamento por telefone, levar ao INSS os documentos para minha mãe receber pensão por morte de meu pai ocorrida recentemente. Enquanto toda população está se batendo para sobreviver, os servidores do INSS se dão ao luxo de trabalhar o dia que querem. A greve deles é sempre "uma boa". Não respeitam ninguém, nem governo algum. Se acham que não ganham o suficiente para fazer o que fazem, então que deixem o serviço público e saiam por aí para vender qualquer coisa para sobreviver, como a maioria faz. Milhões de pessoas fariam esse serviço por menos da metade do que ganham, até sem concurso. Isso que estão fazendo deveria ser demissão por justa causa. Então, se querem ganhar mais por que não gostam de atender nem trabalhar? Pelo menos um pouquinho, só um pouquinho, não vai matar ninguém.

FLORISVALDO CAMPANHA (executivo de vendas) – Londrina



Pedágio e o produtor
Recentemente a Associação Brasileira de Concessionária de Rodovias (ABCR) divulgou balanço que pode enganar o leitor desatento. O preço da soja sobe ou desce em razão da procura e da oferta. Infelizmente, variou mais em razão da pouca oferta causada por seca ou geada, ou seja, quando o preço da soja aumentou a receita do produtor não subiu em razão da pouca quantidade de produto que possuía. Por que a citada associação não divulga gráfico com a evolução da receita das concessionárias ao longo dos anos? A receita do produtor não aumentou como quer fazer parecer a ABCR e quando isso aconteceu o custo comeu a diferença. Isso aconteceu com o das concessionárias? A receita do produtor diminuiu muito em razão do alto custo do pedágio. Basta ver o preço da soja no Porto de Paranaguá e em Maringá. Continuo com minha opinião, não renovar o contrato do pedágio com quem me explorou.

ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) – Londrina



■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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