Troca-troca de mandatos
Se existe algo que nos causa repulsa, é votarmos em determinado candidato para nos representar e, antes de terminar seu mandato, ele já ir pleiteando nova colocação em outra eleição. Embora legal (lembrem-se eles fazem as leis), isso é uma traição, vez que, se eleito, outro que você não escolheu, assume a vaga dele. Da mesma forma ocorre quando ele assume uma secretaria, ministério, etc. Penso que se existe a pretensão do eleito disputar outra eleição, deveria renunciar com alguns meses de antecedência (até para que a competição seja igualitária para todos) ao cargo que foi eleito. Eleitores, fiquemos atento a políticos de carreira que só pensam nos próprios interesses. Vamos usar as redes sociais para bani-los do nosso meio. Só assim os faremos pensar um pouquinho mais no interesse coletivo.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) – Londrina

O desmonte do império
Com o aprendizado sofrível no escândalo do mensalão, a Justiça Federal finalmente encontrou o caminho da redenção no uso da legislação criminal. O marco inicial foi a postura do ex-ministro Joaquim Barbosa, traçada pela impetuosidade, coragem e competência no enfrentamento das forças ocultas, políticas e até do próprio Judiciário, onde sozinho carregou e suportou o fardo da pressão. Apesar da condução exímia do processo, ainda vimos falhas recorrentes que redundaram em absolvições inesperadas de réus. Nessa segunda fase, sob o comando do juiz federal Sérgio Moro, em conjunto com uma nova geração do Ministério Público Federal, essas lacunas estão sendo fechadas com firmeza. Estão chegando aos mandatários das operações dos desvios do erário público, ações outrora consideradas impossíveis. Na impossibilidade de descaracterizar provas contundentes que envolvem a presidente Dilma, o ex-presidente Lula, o PT, os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Eduardo Cunha, senadores e deputados, o governo está se esfacelando. Espero que o comportamento de Sérgio Moro e do MPF contaminem todos os magistrados e promotores do País e que os réus sejam punidos exemplarmente, extirpando definitivamente esse costume maléfico da vida do país.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) – Itambaracá

A casa da mãe Joana
Depois de descoberto o Brasil, a casa da mãe Joana foi nosso primeiro parlamento. Nesse recinto reuniram-se autoridades para traçar o futuro deste país. Passado a empolgação do descobrimento do Brasil, fez-se necessário investir na colônia. As fronteiras intermináveis favoreciam o saqueamento. As divisões de terras não surtiram o efeito desejado. As sesmarias careciam de investimentos que os descobridores não tinham. Antes isso tivesse acontecido.
Vendo essa mina inexplorada de oportunidades nossos PHDs de masmorras meteram a mão na massa, nos campos, no ouro, no pau Brasil, em tudo. Os ideais desses perduram até hoje em seu legado. Seus pentanetos governam nosso país. Para que esse circulo vicioso não tenha sua sexta geração no governo desta nação, devemos mudar alguns dogmas da "universidade das masmorras". Caso isso não aconteça, tudo vai ficar como está. Se queremos melhorar a saúde, estradas, hospitais e nosso país, diga não à reeleição ou aos doutores de masmorra. Se isso não acontecer, já sabe, voltaremos à casa da mãe joana.
PAULO CESAR SANTOS (comerciante) - Toledo

‘Culpa no cartório’
"TRF nega habeas corpus (HC) preventivo a José Dirceu; TRF nega recurso de HC preventivo a Dirceu; Defesa de Dirceu entra com agravo regimental de HC preventivo." Na minha total ignorância e desconhecimento jurídico, gostaria de saber o que leva um ex-ministro (mensaleiro comprovado) a insistir tanto num habeas corpus preventivo? Será que fez algo errado? Isso nada mais é do que uma confissão de culpa pela participação direta no esquema de corrupção da Petrobras. Que a Justiça ao negar o referido HC, envie Dirceu para o devido lugar (a cadeia) e deixe o resto com o juiz Sérgio Moro.
ANTONIO CARLOS PESCADOR (autônomo) – Londrina

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