OPINIÃO DO LEITOR
Sócio torcedor do LEC
Com relação à reportagem "LEC firma parceria com Acil em busca de mais associados" (Esporte, 21/7), o gerente de marketing do Londrina Esporte Clube, Marcelo Risso, relata que os 2,5 mil torcedores que compraram o programa sócio torcedor são os que vão ao estádio, ele está completamente equivocado. Só não houve mais adesões ao programa pelo total desrespeito ao torcedor. Fiz o cadastro na categoria ouro para mim e meus dois filhos, sendo que pagaria nos boletos em 12 vezes, mas quando fui imprimi-los no dia do pagamento não tinha mais essa opção. O máximo de parcelas era em 4 vezes. Fica o alerta, se quiserem chegar a 5 mil sócios ainda este ano, liberem o pagamento em boletos com maior prazo.
Inadimplência
Segundo manchete da FOLHA (15/7) a inadimplência do brasileiro manteve-se em alta. O novo governo, estabelecido a partir de 2002, quis criar um novo sistema de economia doméstica. Contrariando tudo que havia sido implantado pelo povo europeu a partir das primeiras décadas do século 20, procurou criar uma nova classe social. Os antepassados do brasileiro, em sua grande maioria vindos da Europa trabalhavam duro, amealhavam quantias e depois, com o dinheiro na mão, compravam seus bens ou faziam investimentos. Esse povo nos mostrou que a teoria era a correta, pois uma quase totalidade conseguiu um patrimônio razoável. Contrariando isso, o PT orientou que cada brasileiro usasse seu crédito para adquirir bens móveis a um custo elevadíssimo. Um carro popular que custava R$ 21 mil saía financiado em 60 meses a R$ 40 mil e, na hora da revenda, não valia R$ 15 mil. Onde foi parar essa diferença de R$ 25 mil? Claro que uma grande fatia ficou na mão do banqueiro. Depois os bancos ofereceram o cartão de crédito indiscriminadamente, com juros estratosféricos e o governo não se opôs. Não bastasse isso, a vaidade criou 260 milhões de aparelhos celulares a um custo médio unitário de R$ 500, que perdem o encanto a cada 6 meses. E a galerinha que não tem necessidade nenhuma do aparelho, endivida-se para trocá-lo, pois ficam obsoletos. O que precisa mudar é a cabeça do povo.
Vendetta
O nosso nobre deputado e presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao ser acusado nesse famigerado processo do petrolão partiu com unhas e dentes contra a presidente Dilma Rousseff e o nosso juiz Sérgio Moro. Aliás, chamou nosso nobre magistrado de "dono do mundo". E mais, tornou o seu caso em uma pessoal "vendetta" (vingança). Ele sim parece ser dono do PMDB e quer arrastá-lo à sua retaliação. Devia sim se afastar do partido, como sugeriu o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), até provar serem improcedentes as acusações que pesam sobre ele.
A África é aqui
Outro dia assisti uma reportagem que mostrava que os brasileiros gostam de ajudar o continente africano pela miséria e fome que afetam aquela região. Analisando as misérias de nossas cidades, principalmente das capitais, notei que nada muda neste país, por que nos importamos com o cisco nos olhos africanos e não enxergamos a "trave" nos olhos dos brasileiros? Vamos ajudar com serviços voluntários nossas crianças que bebem água misturada com urina de animais e muitas vezes nem têm nenhum banheiro nessas escolas primárias de lixo Brasil afora. Corremos o risco de ajudar o irmão africano, enquanto o irmão brasileiro morre de fome ao nosso lado pela peste chamada corrupção e insensibilidade política.
Correção
* Ao contrário do informado na matéria "Guardas Municipais são suspeitos de agredir adolescentes" (Cidades, 23/7), segundo nota da assessoria de imprensa da Prefeitura de Londrina, caso seja constatada a efetiva infração disciplinar feita durante a abordagem, a atitude será considerada inadmissível pela cúpula da Secretaria Municipal de Defesa Social e os agentes estarão sujeitos a penalidades que vão desde a suspensão ou até mesmo a demissão da Guarda Municipal.
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