Crédito consignado: solução ou armadilha
O ex-presidente Lula criou o famigerado crédito consignado, cujo alvo principal eram os aposentados que poderiam obter crédito financeiro mediante desconto dos valores pagos pela Previdência Social (os descontos seriam limitados a 30% do valor recebido). Será que a sanção dessa lei foi para beneficiar os aposentados? Os principais beneficiados foram as instituições financeiras que aplicam juros acima do legal e ainda possuem garantia de 100% quanto ao adimplemento dessa obrigação, pois – repita-se – o valor da prestação é descontado do valor recebido da Previdência. E a propaganda da oferta desse financiamento é maciça, estimulando o aposentado a contrair o empréstimo, numa verdadeira configuração de assédio financeiro. Agora, o governo Dilma eleva para 35% o valor limite para desconto junto ao pecúlio do aposentado. Os aposentados, assediados pelas instituições financeiras, têm descontado do seu já reduzido valor de aposentadoria valores que fazem falta para sua manutenção, principalmente porque são idosos e necessitam de constantes cuidados médicos, inclusive com medicamentos. Esse tipo de financiamento é uma verdadeira armadilha, já que os incautos aposentados não são orientados de forma criteriosa sobre os problemas futuros que poderão sofrer. Cada propaganda ou contrato deveria conter, como ocorre nos remédios com tarja preta, a seguinte expressão: a contratação desse financiamento contém cláusulas e condições que são prejudiciais à sua saúde financeira.

CARLOS HENRIQUE SCHIEFER (advogado) - Londrina



Redução da maioridade penal
O que pensam, se é que pensam, esses deputados que estão recorrendo ao STF para derrubar a PEC da maioridade, aprovada, recentemente, pela Câmara Federal? Não importa se foi uma manobra política do presidente da Casa, o que vale é que se trata de uma medida que já deveria ter sido tomada há tempo. Latrocínio, sequestro seguido de morte, tráfico de drogas, estupro, dentre outros crimes bárbaros, têm que ser punidos e esses bandidos mirins colocados atrás das grades, pois sabem perfeitamente discernir o que é fétido e o que é perfumado. Os críticos e estudiosos alegam que o Brasil não possui estrutura e local adequados para "abrigar" esse grande contingente de "di menores". A grande verdade é que nem presídios padrão Jardim do Éden conseguem ressocializar esses criminosos, sejam menores ou maiores de idade.

LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) – Cambé



Procura-se o administrador do sistema
Esta é a mensagem que recebemos ao tentar acessar alguma informação na e-OUV-Sistema de Ouvidorias do Poder Executivo Federal. "Entre em contato com o administrador do sistema". Quem é o administrador do sistema? Como sair desse labirinto de Dédalo? Foi assim que me senti ao tentar acessar uma informação a respeito de recurso federal proveniente do Ministério dos Esportes. Estamos fazendo um levantamento histórico acerca de recursos federais destinados aos moradores do Jardim Shangri-lá B, mas está difícil. Primeiro acessei a Câmara dos Deputados, que me orientou a buscar informações no próprio Ministério dos Esportes, que me orientou a acessar o e-SIC-Sistema Eletrônico do Serviço de Informação ao Cidadão e, depois de cadastrado, campos preenchidos, um texto alertava que não havia sido preenchido o campo, ou seja, o sistema não reconhecia o preenchimento.

LIDMAR JOSÉ ARAUJO (professor) – Londrina



Visão monócula do ministro Cardozo
Ao defender a posição da cúpula do governo, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou: "O Brasil tem a quarta maior carceragem do mundo, as cadeias públicas estão superlotadas". Tal justificativa foi para contrariar a aprovação da PEC da redução da maioridade penal. O ministro só enxerga o lado que faz descrição expositiva à não punição dos menores infratores. Cadê o lado das vítimas humilhadas por menores delinquentes em roubos, estupros e assassinatos? Gostaria que o ministro se tornasse um político pródigo que é capaz de lisonjear os jovens que estudam dignamente, praticam esporte e labutam para glorificar nossa pátria.

OSAMU ARAZAWA (contador) – Londrina



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