OPINIÃO DO LEITOR
O Brasil e sua futura bola de neve
Como você se sentiria ao sair da faculdade e entrar no mercado de trabalho com uma dívida que pode chegar a meio milhão de reais? Ou nem saiu, ainda está cursando e já sabe que sairá com esta dívida. Qual o nome deste prêmio de loteria? Fies. Não me culpo pela "incapacidade" de não ter passado em uma faculdade estadual ou federal, nem culpo a este programa afinal sem ele, muitos não estariam cursando seu sonho. Minha maior preocupação é aonde essa "bola de neve" de profissionais endividados vai chegar: de um lado, temos médicos que condenam o programa Mais Médicos por tomar lugar dos nossos profissionais; de outro, temos um governo que prefere solucionar problema arrumando mais problema. Muitas pessoas apoiam o programa simplesmente por defender o auxílio médico em locais periféricos não discordo, afinal esses locais não podem ser simplesmente apagados do mapa. Como você se sentiria com a pressão de ter uma dívida de meio milhão de reais para pagar e o atendimento básico de saúde não lhe pagar o suficiente e ainda não lhe dar condições plenas de trabalho? Não sei como lidarei com essa situação daqui a 5 anos e meio. Entretanto, posso garantir-lhes que a abertura de novos cursos de medicina pelo país não é a solução! Meu medo dessa futura bola de neve é assegurado apenas pela esperança. Com o desamparo do governo pela nossa saúde e não só por ela ratifico as palavras de um sábio e exemplar professor: "Os problemas se tornarão cada vez mais éticos do que técnicos".
CAROLINA VENGRUS (estudante) - Londrina
Socialismo e seus símbolos
O brasileiro - e acredito que boa parte da população mundial - acostumou-se a conviver no seu dia a dia com símbolos do comunismo, seja a foto de Che ou a foice e o martelo (com suas variações). Tanto assim o é que passamos a observar com leviandade, e certa complacência, a utilização desses símbolos por autoridades e figuras públicas de todas as searas. No ano passado, o Ministro Aldo Rebelo exibia, nas redes sociais, orgulhoso a foto de um calendário contendo a figura imponente do bigodudo Stalin. Mais recentemente, a Ministra Kátia Abreu, aparece em foto, com uma ushanka (aquele chapéu felpudo russo) com a estrela vermelha, e as tradicionais foice e martelo. E talvez o mais alarmante dos episódios hodiernos tenha ocorrido na visita do Papa Francisco à Bolívia, quando fora presenteado pelo ditador daquele país, com uma escultura de Jesus Cristo, crucificado na (adivinhem) foice e martelo. Penso que a reação do público seria outra se Cristo estivesse pregado em uma suástica nazista. Todos se revoltariam; e com toda a razão. Mas por quê, então, dessa complacência com os símbolos socialistas? Há que se lembrar que esses regimes mataram mais seres humanos do que todas as guerras mundiais somadas. O regime nazista perde de longe, no quesito assassinato, quando comparado aos países socialistas. Cristãos são perseguidos até hoje, por governos de inclinação comunista. E para o desespero dos protossocialistas do miolo mole, é sempre bom lembrar que Che era homofóbico, adepto da tortura e outras práticas pouco humanizadas, e ainda, genocida confesso. Por essas e outras, acho que as figuras públicas fariam bem, se afastando de símbolos como esses.
JOÃO PAULO SHINITI ITIMURA YAGUI (advogado) Londrina
Restrição às pesquisas eleitorais
Tramita no Senado Federal uma PEC que compõe a Reforma Política que visa proibir as pesquisas na última semana da eleição. Não é necessário ser grande conhecedor do sistema para saber que essa pesquisa será tão perniciosa quanto às primeiras. Normalmente, é no início de qualquer campanha que o eleitor escolhe seu candidato. Como o brasileiro costuma dar um crédito exagerado às pesquisas e, não querendo perder o voto, fica fácil para cair na arapuca das raposas da política. Uma observação: não serão essas pesquisas mais uma espécie de leilão, onde quem paga mais sempre está na frente?
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (administrador) - Londrina
E a Receita Federal?
A Polícia Federal, com seu maravilhoso trabalho, está desvendando os roubos em que os políticos e seus meliantes fizeram em quase todos as empresas públicas do Brasil. Correios, Petrobras, mensalão, BNDES e sabe-se lá qual mais. Políticos, empreiteiros, amigos de políticos, laranjas, ou seja, quadrilhas de todos os tipos e gostos. E isso, segundo palavras desses corruptos, ocorre há muito tempo. E onde está a Receita Federal que não viu e não vê isso? Para pegar o pobre coitado que teve seu capital aumentado às custas de trabalho honesto, aí sim, reviram a vida do coitado: primeiro achando que o mesmo é desonesto, marginal, desconfiando de tudo o que o indivíduo tem. Como a Receita não pega esses bandidos com carros importados, grande quantidade de dinheiro em casa, mansões, fazendas, etc.? Tempos atrás perguntei a uma auditora da Receita por que que não auditam ou pegam a vida financeira do filho de um famoso político que ficou bilionário do dia para noite. Sabem qual a resposta? Isso é fofoca de Facebook! Bela resposta! Nós, brasileiros, gostaríamos de que a Receita viesse a público esclarecer os fatos.
SIDNEY GIROTTO (médico) Londrina





