Um sábado em Londrina
Quem nunca se aventurou no centro de Londrina num sábado, principalmente na Rua Sergipe, onde o caos se instala? Depois da ampliação da rua, as pessoas lutam para ficar em cima da calçada e passam por prova de resistência. Enfrentar o clima é o menor dos males quando tem de passar por ambulantes desviando de suas barracas, de pessoas fazendo pesquisa ou oferecendo panfleto com a propaganda de comprar ouro. Tudo isso em meio ao cheiro de fritura das barracas de lanche instaladas no meio das calçadas e dos fumantes alheios aos que cruzam o caminho. É comum notar lojas com som alto ou locutores que mais parecem comediantes tentando chamar a atenção com cartazes chamativos (muitas vezes com erros de gramática). Dentro desses estabelecimentos vivenciamos um ambiente próximo a uma selva: vendedores caçam suas presas em busca de vender uma peça que seja! E caso opte por ir de carro, tenha em mãos dinheiro para pagar estacionamentos abusivos e não pense que está a salvo na rua: o flanelinha cuida de seu carro mesmo você não querendo. Com tanto lucro que ganha nos sábados, por que a prefeitura não tenta investir um pouco nessas ruas?

JOÃO PAULO CORTAPASSO (estudante) – Londrina



Golpismo
Esta palavra muito usada pelos petistas e outros governistas querendo pôr na cabeça do povo que os que são contrários a esse governo são golpistas. Vejamos, então, quem são os golpistas: começando pelo golpe do mensalão cujo chefe é petista, juízes do Supremo a maioria petistas, presidente do Tribunal Eleitoral petista, no petrolão, a maioria petistas, acobertamento de documentos do BNDES, a farsa da eleição, a mentira de não mexer nos ganhos dos trabalhadores, a mentira de aumentar a verba para educação, saúde e segurança, a reunião do ministro da Justiça na calada da noite com advogados dos suspeitos de corrupção, a reunião da presidente da República com o presidente do Supremo, fora do País, e ainda tem a cara de pau de dizer que se tratava do veto referente ao aumento do Judiciário. Isso tudo sim, podemos chamar de golpe.

ANTONIO DOS SANTOS JOTA (corretor de imóveis) – Londrina



Doações de medula
Gostaria de parabenizar o jornalista Rafael Fantin pela reportagem "Cadastro desatualizado ‘trava’ doações de medula" (Geral, 14/7). Em nome do Julio Cesar Toledo Pereira, agradeço por ter retratado a realidade daqueles que esperam por um doador. Não podemos nos esquecer também que os órgãos públicos não ajudam quando achamos pessoas dispostas a fazer o teste do cadastro para futuras doações e são barradas pela falta de kits, que a Anvisa deixa de disponibilizar. Infelizmente, por ser caro, eles disponibilizam muito pouco e quando fazemos campanhas não só para pessoas próximas, mas para outras que estão na fila de espera, eles barram os testes. Fica aí mais um apelo aos nossos governantes.

LOURDES DE CÁSSIA SALOIO (aposentada) – Londrina



Ética na política
No mundo muito se fala de ética na condução da vida, principalmente na política. No Brasil cada dia mais cobra-se isso dos políticos. E quanto mais se cobra, mais eles ficam distantes da máxima: "Não faça aquilo que não puder contar para sua mãe", pois ela ficaria envergonhada e daria uma bela lição de moral. O caráter demonstra-se não fazendo escondido aquilo que pode ser recriminado se for feito às claras. Assim,imaginem um político a grande maioria infelizmente) conversando com um seu companheiro e os filhos assistindo aquilo, surpreendendo-se, mas entendendo que todo aquele acerto desonesto de comissão, corrupção, obras superfaturadas, conchavos, etc., fazem parte do quadro e, achando tudo aquilo normal, também entram na política (é o que mais se constata) e serão piores que os pais. É o que se percebe ao longo de pelo menos três gerações: uma geração cada vez mais antiética que a anterior. Toda eleição lá estou eu votando e, com muito critério, faço a opção do menos pior, mas cada mandato fica pior que os anteriores. Por isso, podem criticar-me, mas nunca mais voto em algum político! Prefiro a omissão do que arrepender-me toda vez que voto.

ANTONIO CAMARGO (engenheiro agrônomo) – Cornélio Procópio



■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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