Collor, de novo?
Sei o quanto é monótono e repetitivo ficar dizendo que o brasileiro não sabe votar. Mas o que ocorreu, conforme nos chegam as últimas notícias da Operação Lava Jato, na casa do senador Fernando Collor só vem reforçar essa tese. Gente, esse homem já foi cassado quando era presidente do Brasil e o que fez o eleitor? Tornou a elegê-lo e não para pouca coisa, mas para senador da República. Por essa situação (existem muitas outras semelhantes) dá bem para avaliar o nível de boa parte do eleitorado brasileiro. Vota sem critérios (com raríssimas exceções) em rostos bonitos, em ídolos do futebol, artistas, quem tem o domínio da comunicação e, claro, quem tem muito dinheiro. Poderíamos chamá-los (esses eleitores) de ignorantes funcionais. Sabem apertar o botão, mas não interpretar o significado dessa ação. Não consegue, o eleitor, ver que esses tipos de pessoas não se regeneram? Pobre brasileiro, quantos anos mais para aprendermos as lições? Será que não estamos muito confortáveis somente criticando, sem tomarmos iniciativas?

JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) – Londrina



Renan Calheiros
O presidente do Senado, Renan Calheiros, reclama da invasão da Polícia Federal ao fazer busca e apreensão na casa dos senadores Fernando Collor, Fernando Bezerra Coelho e Ciro Nogueira e considera que houve invasão no Senado. A PF não invade a casa das pessoas de graça sem primeiro ter um mandado. Quero lembrar ao senhor Renan que a casa de 200 milhões de brasileiros são invadidas todos os dias através dos abusivos impostos que os senhores criaram ou acha que esses aumentos não influenciam a vida das pessoas? E graças ao PMDB, do qual o senhor é o cacique, é que o país está nessa situação hoje, pois não fosse o PMDB o PT já teria afundado. Graças ao apoio de vocês, os aloprados petistas estão transformando a vida dos brasileiros num verdadeiro inferno. Senhor Renan, é preciso olhar para a vida das demais pessoas deste país antes de reclamar de uma pequena invasão.

SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) – Londrina



Desrespeito
Com relação à carta da leitora Márcia C. R. Baçan(Opinião, 8/7), julgo que o que está acontecendo é um desrespeito com os clientes e não insensibilidade da Caixa. Como administradora do FGTS, a Caixa não permite o pagamento mensal do FGTS em suas agências seja no caixa ou nos terminais de autoatendimento. Um empregador, mesmo que tenha apenas um colaborador, é obrigado a fazer sua Certificação Digital a um custo de R$ 265 para poder demitir e liberar o FGTS. Como principal agente do SFH, meu filho abandonou um relacionamento de quase 30 anos com a Caixa, pois fez um pedido de financiamento de 30% de um imóvel novo e não foi atendido depois de apresentar toda a documentação necessária e aguardar por quase 70 dias. Ele não teve pedido recusado, a agência apenas não o atendeu alegando problemas operacionais. Estranhamente isso ocorreu depois que ele se recusou a contratar dois seguros que lhe ofereceram. Ele encerrou a conta corrente, o cheque especial, o cartão de crédito, o plano de previdência, a poupança, as aplicações em ações e o fundo imobiliário. O desrespeito parece ser a estratégia mais evidente de atendimento da Caixa atualmente.

PAULO MAURÍCIO ACQUAROLE (aposentado) – Londrina



Samu e burocracia
No início do mês, me deparei com um absurdo: um homem passou mal e caiu na rua. teve escoriações na face e estava com tonturas. Liguei no 192 para pedir ajuda e o atendimento foi feito por Londrina, que está distante 90 quilômetros de Centenário do Sul, e com uma série de perguntas: seu nome, onde mora, qual o nome da vítima e idade... Gente, o Samu é para salvar vidas! Se o Samu de Centenário fica a menos de 1 km de onde ocorreu o caso, Londrina tem que me atender e falar com um médico, explicar a situação, para depois ligar para Centenário para enviar a ambulância. O atendimento demorou 20 minutos. E se fosse um infarto, coitado do homem? Morei sete anos nos Estados Unidos e me deparei várias vezes com essa situação: bastava ligar 911, eram somente dois minutos para o socorro. Acorda, Brasil!

NILTON SAVIO SARTORI (autônomo) - Centenário do Sul



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