Assinado com enxofre
Já dizia Requião (lembram do abaixa ou acaba?) quando em 2003 tentava mudar parte dos contratos das concessionárias do pedágio do Paraná: "Esse contrato foi assinado com enxofre! Nem o diabo consegue mexer!". Ficou claro, com o passar do tempo, que o ex-governador tinha razão, pois não conseguiu remover uma vírgula do contrato, e o atual governo já vem há quase 5 anos se colocando na defensiva quando o assunto é aumento do pedágio. Inclusive nomeou uma comitiva de "assessores" para renegociar os contratos que ainda vencerão em 2022, isso sim que chamo de complacência. E vamos até Curitiba pagando R$ 91,40 de pedágios, com estradas sempre em obras (remendos) e que deveriam estar duplicadas há mais de 5 anos. Esse item contratual pôde ser manipulado pelas concessionárias com as bênçãos do governo do Paraná e dos incompetentes deputados que, em grande parte, usaram recursos das famigeradas concessionárias para suas eleições e reeleições. Aí sim, ajuda de campanha, não propina? Na Europa, as empresas precisam construir a estrada, mesmo assim o governo tem que dar opção ao pagador de impostos com uma estrada livre de pedágio, ou seja, o usuário tem a opção de ir e vir, decidindo se quer pagar pedágio ou não. Fica claro que o Paraná cobra os pedágios mais caros do Brasil e os governantes nada fazem. O que fazer? Não temos opções, a não ser renovar os políticos de carreira que atrasam o andamento deste Estado há tempos. E aos usurpadores das estradas do Paraná, "que o dono do enxofre conduza suas almas, no tempo certo e para o lugar certo".

LEONILDO CAFÉ (representante comercial) – Londrina



Pedágios
A Folha de Londrina tem mostrado há muitos anos em seus editoriais e abrindo espaço para os leitores sobre o alto custo dos pedágios no Paraná. Viajando pelo estado de São Paulo em muitos trechos o custo do pedágio é maior do que o gasto com combustível. Os contratos do Paraná na época foram feitos com o modelo do roubo paulista. Quando viajamos nas rodovias federais, que são muito melhores do que as estaduais, pagamos em média 20% a 30% menos nos pedágios. Se as concessionários dos pedágios nas rodovias federais conseguem manter uma rodovia melhor com um custo muito menor, por que as rodovias estaduais são tão caras? Chegando ao final do contrato, temos que envolver toda sociedade na luta para acabar com esse roubo. Nos causa estranheza algumas entidades, como a Faep, apoiando a renovação dos contratos com esse valor tão alto. Sabemos que a vontade do desgoverno Beto Richa é renovar esse roubo por mais 24 anos. Vamos ficar unidos, sociedade e entidades de classe, para acabar com esse roubo no final do contrato. Se precisar, vamos ocupar as praças de pedágios e as rodovias com protestos. Somente com a união e luta dos paranaenses vamos acabar com esse roubo.

PAULO ROBERTO SANITÁ (agricultor) – Tamboara



Reforma política
Os deputados aprovaram o fim da reeleição do Poder Executivo, mas talvez o correto seja também criar mecanismos para impedir a recondução dos sucessores. Afinal, corre-se o risco de um partido perpetuar-se no poder.

TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) – Londrina



Crise na Grécia
Desde jovem sempre tive o pensamento de que podemos aprender as coisas, tanto as boas como as ruins, de duas formas: com nossos próprios erros ou com o exemplo dos outros. Estou acompanhando os comentários sobre a crise na Grécia e já li relatos de que o Brasil adotou o mesmo sistema dos gregos quanto ao uso do dinheiro do povo. Será que os nossos governantes não estão vendo o exemplo grego, o que ocorreu por lá? Ou acham que isso não vai acontecer no Brasil? Acordem e tomem atitudes, antes que seja tarde demais (se já não for). Ou vão esperar o Brasil quebrar? Vão esperar a vaca ir para o brejo para depois tentar desatolá-la? Não seria melhor cercar o brejo para a vaca não entrar nele? Deixo a resposta para os senhores governantes.

DAGOBERTO SILVA (operador de caldeira) - Figueira



■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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