OPINIÃO DO LEITOR
Desassoreamento do Lago Igapó
Sempre que o desassoreamento do Lago Igapó vem à tona, logo vem em mente somente a retirada dos resíduos(solo mole) depositados no leito do lago e os valores a serem gastos. Tais medidas demandam valores vultosos e não garantem a solução dos problemas, mesmo porque, o prazo de recorrência de novos assoreamentos pode ser reduzido. Primeiramente, devem ser tomadas medidas preliminares para que o benefício seja duradouro. É necessário cuidar das microbacias e dos afluentes do lago: recompor a vegetação do entorno; reparar guias e sarjetas das ruas e avenidas; exigir muretas nos lotes vazios; recompor a área permeável dos imóveis e onde não for mais possível restabelecer a área permeável de 20% da propriedade promover a captação de área equivalente de telhados; construir caixas para decantação dos resíduos sólidos no encontro dos afluentes com o lago e que tenham acesso para limpeza periódica. O meio ambiente é uma matéria multidisciplinar e, por isso, acho aconselhável antes de tudo ouvir as pessoas que detêm conhecimento sobre o assunto e que certamente gostariam de colaborar com a cidade. Londrina é privilegiada por ter os melhores profissionais nas diversas áreas do conhecimento e este olhar múltiplo sobre as questões que se apresentam contribuem por uma solução mais eficaz.
Um papa peregrino
A histórica viagem do papa Francisco à América Latina, a países como Equador, Bolívia e Paraguai, mostra-nos um papa peregrino. Um Francisco que vai ao encontro da fé, não somente nos grandes santuários, mas também no coração das pessoas. Principalmente, dos mais pobres. A visita a uma favela paraguaia no último domingo favelas sempre estão no roteiro de grandes autoridades , com Francisco tem um significado especial: é a Igreja voltando o seu olhar ao mais pobre, à periferia. E é justamente essa a Igreja que queremos: que serve e é peregrina!
Prorrogação do pedágio
Excelente o artigo "A imoral prorrogação nas concessões dos pedágios" (Espaço Aberto, 12/7), escrito brilhantemente pelo geógrafo e professor da UEL, Fábio César Alves da Cunha. O professor escreveu de forma honesta e equilibrada, a opinião de milhões de paranaenses. Não podemos perder a oportunidade de nos mobilizarmos para banir essas concessionárias para sempre. Estão arrecadando uma verdadeira fortuna há 18 anos pela irresponsabilidade do governo Jaime Lerner e pela inércia dos governos que o sucederam, sem prestar quase nenhum serviço. Gostaria de pedir, principalmente, aos que são obrigados a pagar essa tarifa imoral e absurda na praça de Jataizinho, que não permitam que continue essa verdadeira sangria na economia já combalida do Norte do Paraná. Precisamos reagir, e rápido!
Ética
Ética é você comportar-se decentemente longe da visão de qualquer pessoa. Vem de dentro de você, independente de onde, quando, como e com quem você está. Ética é fair-play, é saber ganhar, é saber perder. É reconhecer no ganhador qualidades que justificam a derrota. É sair da derrota como um vencedor e da vitória com a mesma humildade do perdedor. Não vejo mérito em ganhar desonestamente, quando está em disputa um bem, um valor, um campeonato. Jamais engoli essa tão afamada "La Mano de Dios" argentina. Você não ganhou, você perdeu Maradona. Qual é o mérito em ganhar um título de forma desonesta e ainda vangloriar-se disso? Nem dentro e muito menos fora de campo. A corrupção começa com pequenos atos, escondendo uma balinha para comer escondidinho dos colegas. É pegar um lápis que não seja seu, é não devolver um objeto achado, mas identificado. É não tentar ser honesto.
Esclarecimento
- Em relação à matéria "Ocepar é contra renovação dos contratos de pedágio" (Economia&Negócios, 11/7), o secretário Estadual do Planejamento, Silvio Barros, afirma que, em nenhum momento, levou à Federação das Indústrias do Estado do Paraná e à Ocepar uma proposta de renovação de contratos dos pedágios, mas sim de renovação de delegação, por entender que o destino das rodovias deve ficar sob o controle dos paranaenses, até porque "não sabemos quem estará no governo federal em 2021".
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