Duplicação de rodovias
A discussão da duplicação da BR-369, ligando Jataizinho a Ourinhos (132 km - rodovia pedagiada em R$ 28,50) chega com atraso, mas com consistência necessária, pois uniu as entidades defensoras da vida e do desenvolvimento regional ligando o Paraná ao corredor do estado de São Paulo, onde já há duplicação até o Porto de Santos. Para complementarmos as ações necessárias ao desenvolvimento do Norte Pioneiro, ainda carece duplicar o corredor até Curitiba e Porto de Paranaguá, que seria ligado de Andirá (PR-092, BR-153) ou Jacarezinho (BR-153, PR-092) até Jaguariaíva (180 a 200 km - rodovia não pedagiada), ou como alternativa, saindo desses mesmos locais e passando por Ibaiti, Ventania (BR-153, PR-090, PR-151) até Piraí do Sul (200 a 220 Km – rodovia sem pedágio). Parece-me que no caso da duplicação da BR-369, ainda há divergências das entidades envolvidas, da manutenção ou não da concessionária Econorte, problema que faz necessário unificar ideias e pensamentos, definir a permanência ou não da concessionária. Observando a questão dos preços do pedágio e a não realização do total de obras, faz-se necessário nova licitação no vencimento do contrato, pois estamos pagando o 2º e 3º preço de pedágio mais caro do Paraná, e os usuários da região não suportam mais arcar com esses preços exorbitantes sem a reciprocidade.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) – Itambaracá

Duplicação da PR-445
É de responsabilidade do Estado, assim como inúmeras outras situações, tal qual saúde, educação, segurança, etc. Infelizmente, não existe mão dupla entre o cidadão e o Estado, no que se refere à contrapartida dos impostos pagos para o governo e os direitos assegurados por lei. Com isso, temos que arcar com os custos da saúde (planos de saúde), educação (escolas particulares) e segurança (empresas privadas). Com relação aos contras e favoráveis sobre Londrina assumir a duplicação da PR-445, responsável por inúmeros acidentes e mortes, fico com os favoráveis. Entendo, que a prioridade do prefeito Alexandre Kireeff é com a nossa cidade (estruturar melhor as escolas, melhorar as condições da segurança, trânsito, pavimentação, instalação do ILS, etc.), entretanto, assumir essa duplicação traria recursos para o município, evitaria acidentes e mortes, além, de mostrarmos para o Brasil que a nossa cidade é de vanguarda, o que com certeza seria reconhecido no país, tendo como resultado iniciativas de outras cidades para saírem da mesmice.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) – Londrina

Municipalização da água e esgoto
No início dos anos 90, quando fui vereador, coletei mais de 20 mil assinaturas em favor da municipalização do serviço de água e esgoto. Fiz um trabalho de pesquisa por inúmeras cidades que mantêm um serviço municipal de abastecimento de água e esgoto. Antes de entrar com o projeto de lei, cheguei à conclusão que é benéfico para a população e para Londrina, pois em todas cidades que o sistema de água e esgoto é municipalizado a população paga bem menos pelo serviço e a qualidade também é muito boa, como em Ibiporã e na paulista Ribeirão Preto (mesmo porte de Londrina). Quando propusemos a municipalização, a desculpa sempre era a mesma: quem paga o acervo da Sanepar? Ora, paga da forma que eles nos pagaram: com papéis! Na verdade, nenhum prefeito até hoje teve coragem de peitar o Estado, que sempre ameaça não enviar verbas para cidade. Com a palavra o prefeito Alexandre Kireeff. O Estado não quer largar o osso, sem dizer que Londrina subsidia inúmeras cidades de pequeno porte da região.
CÉLIO GUERGOLETTO (professor)- Londrina

Greve do INSS
Conforme noticiado, 16 estados enfrentam greve dos servidores do INSS que pedem um reajuste salarial imediato de 27,5%, melhorias nas condições de trabalho e no atendimento à população. Por que o projeto de lei regulamentando o direito de greve do servidor público, está parado no Congresso há mais de 24 anos, apesar da apresentação de novo projeto de lei do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) em 2011? Greve é direito constitucional, mas onde está a segurança jurídica para os direitos da população que paga uma enormidade de impostos?
EDGARD GOBBI (aposentado) - Campinas (SP)

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