OPINIÃO DO LEITOR
Engodo politiqueiro
Lula disse falácias como se estivéssemos vivendo em país de primeiro mundo e com inflação zero. Aí, começou a lambança: distribuiu sem critérios recursos públicos em áreas sociais, satisfez e acalmou até os mais críticos contra seu governo. Continuou seu discurso e atos, ignorando a simples matemática de soma e subtração, onde os custos são reais: pregou que o petróleo era nosso, que éramos autossuficientes e não haveria necessidade de reajuste nos preços; que também em energia elétrica éramos autossuficientes e não haveria necessidade de reajuste; fez desonerações tributárias e criou a ilusão paliativa e bolha de consumo; ignorou conselhos de economistas brilhantes; não investiu em infraestrutura necessária para redução do Custo Brasil e onerou a cada ano o orçamento da União com gastos exorbitantes e supérfluos. A ingrata surpresa teve a sucessora de seus dois mandatos que, após conhecer o fundo do poço, ainda resistiu por quatro anos, mas sucumbiu com as finanças falidas e em frangalhos que somados a dois escândalos financeiros (mensalão e petrolão), onde ambos os governos foram permissivos, não restou outra alternativa: repassar o ônus à sociedade brasileira através do ajuste tributário de mais impostos, recolhendo com avidez o recurso circulante da sociedade produtiva, trazendo a pobreza e o desemprego sem precedente no País. E, caso concretize a negociação com a China, seremos novamente escravos financeiros do dinheiro Chinês, como fomos anteriormente do FMI, com certeza, com encargos superiores ao antecessor.
Turismo e cultura
A essência, do tão lucrativo turismo, é a cultura. A cultura abrange os usos e costumes de uma comunidade e se manifesta através da comida típica, da dança, da música, do teatro, da arquitetura. Infelizmente, a relação que o turismo tem com a cultura é frequentemente ignorada. Devido às perspectivas econômicas imediatas, investe-se no turismo, enquanto a cultura recebe pouco apoio econômico. Em Rolândia, por razões burocráticas, foram bloqueados recursos financeiros destinados a projetos culturais julgados e classificados. Por questões formais, a sobrevivência de conceituados empreendimentos culturais, que há anos beneficiam especialmente crianças e jovens com poucas oportunidades, é colocada em risco. Imperam formalismos complexos e promessas futuras, enquanto um caminho do bom senso é ignorado. Tem que ser revisto o sistema que favorece com benesses empresas que apenas visam lucro próprio e dificulta a ação de agentes culturais. A vítima da falta de investimento em cultura não é unicamente o turismo. A educação, a saúde, o esporte, o meio ambiente e tantos outros setores essenciais ao bem-estar da sociedade também sofrem.
Imigração japonesa
Foi com muita alegria e não surpresa(porque a colônia tem raízes muito fortes e sempre manteve a tradição) que recebi o caderno "Folha Imigração Japonesa 107 anos" (18/6), gentilmente enviado pelos familiares que residem no Paraná. Li e reli a matéria "Colônia Lorena tem parte da história preservada". O que eu sinto pela Lorena é incondicional, intransferível e muito peculiar. Eu e minha amiga Maria Lucia Sasaki kenmoti(já falecida) tivemos a oportunidade de trabalhar na Escola "Fernão Dias" de 1972 até 1979 (meu caso, pois pedi rescisão por conta do casamento) e tenho muitas lembranças ótimas: fazíamos bailinho para arrecadar fundos para APM da escola e a união que a comunidade tinha não consegui encontrar em lugar algum. Na área da educação, política e religião a comunidade participava de forma muito ativa. Parabéns à Colônia Lorena, muitos que aí nasceram e cresceram como eu concordam que a primeira condição aos filhos era a educação, cultura e tradição. Peço a Deus que mantenha sempre viva a memória das pessoas que aí contribuíram.
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