Exaltação à mandioca

Foi bom a Seleção Brasileira ter perdido nos pênaltis para o Paraguai. Contra a Argentina, o vexame poderia ser pior que a humilhação imposta pela Alemanha. Há muito, nada mais tínhamos que o futebol para mostrar ao mundo, mas a ganância dos cartolas e de nossos jogadores pôs tudo a perder. A pátria do futebol é agora o berço da corrupção e o Neymar deve levar a bola de ouro por sua negociação com o Barça. A presidente Dilma já pressentiu o drama e reconhecendo que já éramos no futebol, tenta agora exaltar a mandioca. Dessa forma, ironicamente, sairá à bola e entrará a mandioca!
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) – Londrina

Tempestade cerebral de Dilma

Somente hoje entendo o falecido Brizola, que chamou Lula de "sapo barbudo". Ele quis dizer "Sapiens barbudos", parafraseando o nome científico da nossa espécie, ou seja, homo sapiens. Cabe esclarecer que sapiens (do latim) significa sábio. No caminho dessa sapiência e evolução política, transferida de presidente para presidente, eis que surge nova terminologia científica, agora de Dilma. Na cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, criou nova classificação, ou seja, "Mulheres sapiens", após ganhar uma bola artesanal, comentando que a mesma era símbolo da nossa evolução (talvez, confundiu bola com a roda). O falecido e famoso zoólogo e classificador Lineu deve ter esboçado um leve sorriso, com o que restou de suas articulações da mandíbula, em seu jazigo na Suécia.
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) – Londrina

Adoção de idosos

O que mais ouvimos em nosso cotidiano é a adoção de crianças. Aliás, não deixa de ser uma atitude louvável. Entretanto, a adoção de idosos raramente acontece, a não ser em casas de repouso ou asilos. Todos nós sabemos que alguns idosos dão trabalho para seus familiares, às vezes, agindo como verdadeiras crianças. Muitos adultos de hoje se esquecem que foram crianças e deram trabalho para seus pais que, às vezes, passaram necessidades financeiras para educar seus filhos. Quando colocamos nossos idosos nas casas de repouso ou asilos, mas os visitamos com certa frequência, é até aceitável. Entretanto, quando são simplesmente abandonados nesses locais é lamentável. Infelizmente, o desamor está imperando nos corações dos seres humanos.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina

Alerta aos consumidores

Todos devem se atentar para a maquiagem que as indústrias de praticamente todos segmentos vêm praticando contra os consumidores. Trata-se de diminuir as quantidades nominais de seus produtos, sem nenhum alerta sobre a redução de suas quantidades tradicionais. Isso se deve à falta de padronização da quantidade dos produtos pelos órgãos competentes, que deveriam coibir esses abusos. Desde a implantação do Mercosul, o Brasil que tinha a maioria dos produtos padronizados. Depois tiveram que revogar diversas portarias de padronização, pois os países que formaram o Mercosul não tinham legislação que padronizasse seus produtos. Portanto, para que os produtos desses países pudessem ser comercializados no Brasil, tivemos que retroceder de um patamar igual à dos países desenvolvidos, como Alemanha, Japão e Estados Unidos para os padrões de nações como o Paraguai, Argentina entre outros. Isso deixou brecha para os empresários gananciosos reduzirem as quantidades de seus produtos, da maneira mais rentável para suas indústrias, deixando o consumidor sem proteção. Os consumidores devem sempre comparar as quantidades (peso, volume, unidades) indicadas nas embalagens, verificando a relação quantidade versos preço para não ser apanhado nas armadilhas de marketing ou maquiagem que os empresários utilizam para aumentar seus lucros. Fique atento e não se deixe enganar.
MARCELO TRAUTWEIN (servidor público) - Londrina

Gestão Kireeff

Quero me solidarizar à leitora Rose Dias Martins (Opinião, 30/6) e todos os elogios que ela teceu ao prefeito Alexandre Kireeff. Tudo que ele disse que iria tentar fazer está acontecendo sem alarde, holofotes ou fogos. Seu não compromisso com a reeleição e seus motivos para isso são uma máxima a todos os políticos de nosso país: "A reeleição faz com que atitudes e compromissos fiquem para o próximo mandato". Sempre que posso declaro com orgulho meu apoio e meu voto a Kireeff. Isso já não está ocorrendo com as minhas opções para o governador e deputado federal, o primeiro por tudo que estamos vendo acontecer em especial a elevação dos impostos e a sede por novos recursos; o segundo pelo abandono imediato do mandato para assumir uma secretaria de Estado e também pela acomodação política de um filho em um cargo público ganhando por volta de R$ 20 mil. É por essa e por outras que devemos ficar atentos: a garantia de um novo mandato tem que estar em nossa decisão de voto e não na progressão funcional pretendida pelos políticos.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina

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