OPINIÃO DO LEITOR
Renovação dos contratos do pedágio
Sobre a reportagem "Por duplicação, Faep reivindica renovação de contratos de pedágios" (Economia&Negócios, 3/7), acredito que essa não seja a melhor alternativa no momento. Tivemos décadas a fio sem grandes investimentos das concessionárias que auferiram lucros exorbitantes e acima de tudo, elas tiraram o direito de ir e vir do cidadão paranaense que não contou com estradas alternativas ao pedágio e nem com a tão sonhada duplicação. Hoje temos um dos pedágios mais caros do País, alto índice de mortes nas estradas e, não bastasse isso, os contratos são guardados sob sigilo, não podendo ser acessados pelo cidadão comum ou por quem quer que seja para averiguar o que foi contratado inicialmente e os aditivos que se seguiram. Antes que seja dado mais um cheque em branco para as atuais concessionárias, é preciso que se abra essa caixa preta, que tudo seja passado a limpo e, somente após isso, deveríamos pensar na renovação ou até mesmo de uma nova licitação sem vícios. Chega dessa caixa de surpresas desagradáveis que temos visto nos últimos 20 anos, pois se alguém lucrou não foi o cidadão que trafega e paga os pedágios no chamado anel de integração. Precisamos de mais transparência nas coisas públicas, do contrário, corremos o risco de ter mais 20 anos perdidos.
Equívoco da Faep
Estrada pedagiada é reflexo de governos incompetentes para executar seus compromissos com nossos impostos, e assim torna-se um mal necessário. No Paraná, as concessionárias desde 1997 até hoje não cumpriram com seus compromissos de melhoria e duplicação das estradas. Acho um equívoco da Faep propor renovação dos contratos que estão para vencer em 2022, sendo que em 18 anos não o fizeram. Você renovaria um contrato de serviço com alguém que não cumpriu seus compromissos e ainda estabeleceu as mais altas taxas de pedágio do País, mesmo com o grande incremento de volume de veículos e pouco investimento e muito lucro?a É só ver os balanços dessas empresas publicados anualmente. Vencidos os contratos, que seja feita uma licitação para ver as melhores condições de preços, de investimento e retorno compatível com a situação econômica do País. É o mínimo que se espera de seriedade daqui para frente, pois estou cansado de ser ludibriado.
Desrespeito
Onde chegou a falta de respeito da sociedade brasileira. Semana passada, as mídias nos bombardearam com notícias sobre a morte do cantor Cristiano Araújo e da namorada. Programas sensacionalistas fizeram média com as duas famílias que perderam de uma forma trágica dois entes queridos muitos jovens. O que se viu e ainda veremos por mais alguns dias, é uma falta de noção das pessoas. Um infeliz profissional de jornalismo perguntou ao pai do jovem o que ele sentia no momento e, em um momento de dor e vazio no coração, infelizmente fez uma declaração que muitos ficaram chocados. Sei que pela grandeza e bondade do nosso pai celestial, ele compreendeu o desabafo desse pai. As pessoas indiscriminadamente postaram fotos dos corpos do casal morto, sem pensar que algum familiar poderia ver as imagens. Respeitem as dores dessas famílias. Querem fazer uma homenagem, rezem um Pai-Nosso e uma Ave-Maria. Está faltando compreender melhor Deus em nossas vidas.
LEC: falta um líder em campo
O nosso Tubarão jogou bem 85 minutos no último jogo contra o Brasil (RS) e bastaram apenas cinco minutos para, mais uma vez, levar uma "guascada no traseiro". No meu entendimento, está faltando um líder dentro do campo. Afinal, estar vencendo na casa do adversário até quase o fim do jogo e perder de forma bisonha só pode ser levado à conta da falta de líder em campo. Essa conversa de "apagão" é desculpa esfarrapada. Falta um cara que chame a responsabilidade, que oriente os outros dez jogadores e lembre que o torneio é curto e também não faz mal um pouco de varzeanidade no estilo "bola pro mato que o jogo vale um campeonato".
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