Desrespeito em massa
Li, vi e ouvi muita coisa desrespeitosa sobre o cantor Cristiano Araújo. Vi piadinhas toscas, humor negro barato e muita gente querendo fazer média dizendo que não o conhecia e que não se importava com sua morte ou com a família, só pelo fato do cara ser cantor sertanejo. O cúmulo foi o vídeo gravado da autópsia do corpo do rapaz! O finado todo aberto, a menina tirando sarro e pedindo para o médico dar tchauzinho! Brasileiro sendo brasileiro mais uma vez. Que país é esse? Não temos educação, saúde, governo, transporte, lazer, perspectiva alguma de melhora e ainda nos deparamos com uma geração conectada, imbecil e egoísta. O país do samba, que já foi o país do futebol e atualmente é o país dos escândalos políticos, bem que poderia ser o país do respeito. Mas isso, infelizmente, está longe de acontecer.
RAFAEL MORIENTES (jornalista) – Londrina

Trânsito caótico
Londrina está com um problema sério no trânsito e pode ser agravado se o poder público não tomar providências urgentemente: os motoristas parecem não querer mais parar nas esquinas. Veículos em geral vão entrando nas vias e se você não desviar, bate mesmo. Podem notar, a pressa do dia a dia está enlouquecendo os motoristas. Sinal de trânsito é para ser respeitado! Preferencial ou não todo cuidado é pouco, qualquer cruzamento está sujeito a batida e as setas parecem que são um acessório dispensável para alguns condutores. É necessário urgentemente uma ação dos órgãos responsáveis, caso contrário não vai ter ambulância suficiente para socorrer tantos acidentados.
DAILTON MARTINS (comerciante) - Londrina

Pizzolato x logística reversa
A logística reversa funciona bem para os agrotóxicos (venenos). Ou seja, após o uso do produto, a embalagem volta para o seu local de fabricação ou produção. Essa modalidade poderia muito bem ser aplicada ao brasileiro Henrique Pizzolato (condenado no mensalão do PT) que fugiu para a Itália (com passaporte do irmão morto). Nesse caso, a "mercadoria" já causou efeitos adversos à sociedade e, portanto, deveria voltar ao seu local de origem, ou seja, o Brasil. Minha sugestão é que essa "embalagem", altamente tóxica e contaminante, fique junto com as outras companheiras na linha de produção da prisão da Papuda, em Brasília. Porém, seu advogado e a justiça italiana argumentam que, embora a "mercadoria" seja genérica e falsa, ela merece adequada reciclagem numa prisão que tenha ISO 9000.
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) – Londrina

Medo da violência
A opressão e abuso de força provocam a violência. Existem diversas formas de violência, tais como as guerras, conflitos étnico-religiosos e banditismo. Dentre os fatores que colaboram para aumentar a violência, está a urbanização acelerada que traz um grande fluxo de pessoas para as áreas urbanas e assim contribui para um crescimento desordenado e desorganizado das cidades. Colaboram também para o aumento da violência as fortes aspirações de consumo, em parte frustradas pelas dificuldades de inserção no mercado de trabalho. Os governantes têm se mostrado incapazes de enfrentar essa calamidade social. A corrupção, uma das piores chagas brasileiras, está associada à violência, uma aumentando a outra, faces da mesma moeda. As causas da violência são associadas, em parte, a problemas sociais como miséria, fome, desemprego. Além disso, um Estado ineficiente e sem programas de políticas públicas de segurança contribui para aumentar a sensação de injustiça e impunidade que é, talvez, a principal causa da violência. Em respeito à vida, nós erramos feio. As mortes provocadas pela violência no Brasil podem ser comparadas às guerras, o equivalente a uma guerra do Vietnã por ano. Em Londrina, não é diferente de outros locais do país: as pessoas temem sair de casa à noite, não param nos semáforos, passam em sinal vermelho, temem utilizar caixa eletrônico, desconfiam das pessoas que vê por aí, até medo de atravessar a faixa de pedestre que é desrespeitada. Tem que haver saída para acabar com a violência e políticas sérias de segurança pública.
OSVALDO CARDOSO RIBEIRO (jornalista)- Londrina

Craque solitário
Discordo do leitor Wanderley Lago sobre o jogador Neymar Junior (Opinião, 26/6). A Seleção Brasileira é fraca demais e todos ficam esperando que o craque do Barcelona faça tudo sozinho. Vale lembrar que esse mesmo técnico (Dunga) o deixou fora da Copa de 2010 quando ele queria estar lá. As alegrias da seleção foram num tempo que havia pelo menos três craques jogando juntos e que os empresários não interferiam tanto na projeção de pernas de pau nos clubes. A alegria do futebol brasileiro se resume em voltar para casa perdendo de pouco e não perder de 7 a 1 como no jogo contra a Alemanha.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

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