Descaso na Acesf
No dia 29 de abril, perdi minha mãe em um acidente. Tive de enfrentar delegacia, Instituto Médico-Legal que serviram com presteza, apesar de todas as dificuldades. Quando cheguei na Acesf, meu Deus quanto descaso com os que sofrem para velarem seus entes queridos: não tinha motorista! Fiquei de plantão lá e, aos berros, consegui que buscassem o corpo no IML. Para levar para preparar foi a mesma coisa: "Não temos motorista!". Um amigo, que é motorista, fez o translado até a empresa que fez o preparo do corpo. Às 21 horas, o corpo estava liberado e novamente não havia motorista para levá-lo ao velório. Quando fui pagar os serviços (caros por sinal) deixei uma reclamação e disseram que em 30 dias dariam um retorno, o que não aconteceu. No dia 24/6, meus amigos perderam a mãe e mais uma vez houve descaso total. Se o serviço não fosse municipalizado, talvez seríamos tratados com respeito e dignidade, pois alguns funcionários não têm o menor preparo para atender quem está com tamanha dor pela perda de um ente querido. Será que tem alguma autoridade para fiscalizar esse descaso? Afinal, o imposto dos túmulos seria para melhorar? Sei que há viaturas paradas aos montes, mas alegam que não têm motorista.

CIRLETE MARCONDES DE OLIVEIRA PELEGRINELLI (consultora imobiliária) - Londrina



Caráter etílico
Em minha opinião, as empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato foram ludibriadas a respeito do caráter (num amplo sentido) etílico do ex-presidente Lula, chamando-o pelo epíteto de "Brahma". Na verdade, deveriam tê-lo chamado de "51", "Tatuzinho" ou "3 Fazendas". Hoje, depois que ele ficou misteriosamente rico, os nomes mais apropriados seriam: "Royal Salute", "Chivas" ou "Old Parr". E isso foi o que sobrou para nós, quando os mal informados ou mal intencionados elegeram um alcoólatra ignorante para presidente do Brasil. Quanta falta de classe.

ROBERTO ANTONIO DE CARVALHO (aposentado) - Londrina



Prende e solta
Esse ministro do STJ, Sebastião Reis Júnior, deveria melhor se posicionar e não atuar como um laxante, libertando os investigados na roubalheira da Receita Estadual do Paraná. Existem determinados casos de corrupção e outros crimes tão explícitos que todos os detidos deveriam ser considerados culpados até prova em contrário e não o inverso.

LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé



Reforma política
A reforma política está em andamento na Câmara dos Deputados, em Brasília, e estamos vislumbrando novamente os interesses partidários e individuais dos parlamentares se sobressaindo nas decisões em detrimento do sentimento esperado pela sociedade. Alguns pontos importantíssimos deveriam ser considerados. Em época de sacrifícios financeiros impostos pelo governo ao povo brasileiro, parece que na capital do país reina a tranquilidade, onde ninguém é responsabilizado pelo engodo criado. Por outro lado, não se vê redução de custos significativos, e sim aprovação de arrocho de tributos sobre o povo que paga tudo. A unificação das eleições, não aprovada, seria um passo importantíssimo na economia de recursos. Continua o financiamento de empresas privadas nas campanhas eleitorais, o que é nefasto e escandaloso. A reeleição deveria ser proibida em todos os níveis (presidente, senadores, deputados, prefeitos e vereadores), mas não foi isso que foi aprovado. O tempo de carência deveria ser de dois mandatos. A não aprovação do voto facultativo é um retrocesso na democracia. Voto obrigatório é cabresto. Aguardemos a final da votação a sanção ou veto da presidente.

YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá



■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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