OPINIÃO DO LEITOR
Escândalo AMA/Comurb
A matéria "5 anos depois, nada voltou aos cofres públicos" (Reportagem, 22/6) relembra como o populismo associado à corrupção transformou a administração pública de Londrina em uma quadrilha que assaltou a cidade. Belinati usou Londrina como laboratório para o que viria a ser o maior escândalo de corrupção do mundo, o petrolão. Criou-se o termo "rouba, mas faz", como se a corrupção fosse algo tolerável. Não levaram em conta que, além do assalto aos cofres da cidade, foram juntos anos de desenvolvimento, afastando indústrias e investimentos. Até hoje sentimos as consequências das marcas que a corrupção deixou. Mais grave, ainda, roubaram o orgulho dos londrinenses que, pouco a pouco, estamos restaurando. Londrina não tem memória curta Belinati.
Corrupção e impunidade
Adiantou tanto barulho no escândalo AMA/Comurb, tanto diz que diz, agressões físicas e verbais de ambas as partes e tudo acabar em pizza? O que aconteceu e está acontecendo é que o "califado"do político em questão ainda reina nas entranhas das esferas municipal e estadual. Acha que vai mudar algo com o que está acontecendo no momento em nossa cidade? Só os pequenos é que irão para a prisão, os grandes são estrategicamente "esquecidos".
Não à vitória dos vícios sobre as virtudes
Muito oportuno o comentário do leitor Gilberto D. Vieira (Opinião, 19/6). O ódio disseminado por um partido que se intitulava guardião da ética e da moral, agora no poder chafurda num mar de lamas, transformando o país num paraíso de corruptos e malfeitores. O fanatismo ideológico sempre buscará um bode expiatório a justificar suas mazelas, utilizando-se da liberdade que a democracia garante para proclamar inconformidade com as garantias da liberdade. A "presidenta" sucumbiu à realidade e, para tentar corrigir os desmandos que afundou o país na pior crise de sua história, deu início às privatizações. Importante lembrar que no caso da privatização da telefonia, foram elas leiloadas (apenas 20% de suas ações), na época, por R$ 22 bilhões, preço que superou em mais de 60% o valor mínimo estabelecido. Veja-se que passamos de 2 milhões de celulares nos anos 1990 para mais de 260 milhões em 2014. A Vale, quando estatal, pagou à União US$ 110 milhões de impostos e dividendos e, após nove anos de privatização, em 2006, esse valor saltou 23 vezes para US$ 2,6 bilhões. Nesse mesmo período, o número de empregados cresceu cinco vezes, de 11 mil para 56 mil, e as exportações triplicaram. O uso político de estatais é um cancro que precisa ser erradicado. A verdade é que o ex-presidente FHC perdeu a oportunidade de privatizar também a Petrobras que, com certeza, seria hoje como a Vale e a Embraer, um orgulho para os brasileiros conscientes e não uma estatal corroída pela corrupção e à beira da bancarrota. Certo estava Montesquieu, em "O espírito das leis", cuja preocupação era com a degradação do espírito geral das nações, com a vitória dos vícios sobre as virtudes.
A vida entre muros
Com relação à entrevista "A vida entre muros" com o psicanalista Christian Dunker (Entrevista, 21/6), o condomínio fechado é uma forma de conseguir a segurança que todos desejamos e merecemos e o Estado não oferece. Além disso, dispomos de uma série de serviços por um custo muito reduzido, já que o total é dividido por todos os condôminos. Então, não é um lugar de luxo ou esconderijo, mas um lugar comum de baixo custo e com a vantagem de formar uma comunidade em que as pessoas têm um relacionamento familiar muito agradável. Fora dos condomínios, também, a maioria das casas tem muros e outros sistemas de segurança, quando tem meios para conseguir isso individualmente.
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