OPINIÃO DO LEITOR
Escola: local de acesso ao conhecimento
Sim, temos a escola como um dos locais de acesso ao conhecimento, assim como temos os educadores como mestres em nos mostrar caminhos para esse acesso. Parte da comunidade é indiferente a essa lógica e se coloca contrária a esse direito garantido pela Constituição. Por que essas pessoas que se sentem prejudicadas não seguem os mestres e vão à luta pelas reivindicações que são para todos, já que os interesses são os mesmos? Reivindicações que vão além da correção justa do salário dos servidores, são por uma universidade ou escola com estrutura mínima para funcionarem, com garantia do repasse de custeio para manutenção que não vem há meses, com professores motivados, com mais professores contratados, sala com alunos suficientes para um trabalho produtivo, entre outros pontos colocados por quem está na luta. Como sugestão, procure um professor que esteja na luta e se oriente dos motivos que levaram a esse caos na educação do Paraná.
JOSÉ CARLOS DUARTE (professor) Londrina
Comparação salarial entre professores e prefeitos
Em mais uma atitude de suicídio político e subestimando a população paranaense, o governo estadual faz uso da mentira e mostra valores que não condizem com a verdade. Com isso, tenta novamente macular a imagem dos professores do Paraná. A comparação é sinal do desespero e do desequilíbrio. Governador, vamos fazer algumas comparações? Vamos comparar o salário inicial dos prefeitos com o inicial de um professor que trabalha 40 horas e recebe R$ 2,6 mil aproximadamente? Vamos comparar a escolaridade dos prefeitos e dos professores? A maioria dos prefeitos apresenta nível superior e pós-graduação? É muita temeridade e falta de respeito com os paranaenses comparar os salários dos professores com mais de 25 anos de profissão, ou seja, uma vida no exercício do magistério com o salário dos prefeitos, com todo o respeito aos chefes dos executivos municipais. É inquestionável que a educação não é, nunca foi e nunca será prioridade deste governo. Sou a favor da valorização de todo e qualquer profissional independente da área de atuação. A sociedade paranaense repudia com veemência o engodo e a falácia como tentativa de denegrir uma classe que é a mais importante para o desenvolvimento e crescimento de uma nação, os professores.
JONAS VIEIRA DA COSTA (professor) Londrina
Ponta de um baita iceberg
Na época em que foi dada a partida para a operação "pega-corrupto" da Receita Estadual de Londrina e região, todos os envolvidos no caso já sabiam que as grandes empresas pagadoras de impostos não estavam sediadas em Londrina e, sim, nas cidades vizinhas, como Arapongas, Rolândia e Apucarana. Estes e outros municípios optaram pela industrialização e o consequente aumento de circulação de mercadorias e de geração de impostos. Ali, a gangue da Receita encontrou o habitat perfeito para crescer e meter a mão nos recursos públicos. Seguindo essa lógica a de que quanto mais industrializada for uma região, maior será o recolhimento de tributos -, podemos imaginar onde vai dar essa operação caso seja estendida para todo o Estado. No Paraná há outros polos industriais que recolhem pelo menos três vezes mais do que a região de Londrina. Pode ser que para muita gente esse tipo de falcatrua seja novidade, mas posso garantir que funcionários com disposição para agir na ilegalidade é mais velho do que andar para frente. É como acreditar que as empreiteiras envolvidas no esquema do petrolão só distribuíam propinas para a Petrobras, como se não houvesse o envolvimento delas em outras negociatas. Se a Justiça e o Gaeco tiverem disposição e liberdade para agirem, as revelações feitas até agora ligadas à Receita Estadual de Londrina e região são apenas a pontinha de um baita iceberg de corrupção e safadeza.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) Londrina
Aposentados discriminados
Nós, aposentados, somos a maioria e temos o menor poder de fogo para reivindicar nossos direitos. Essa discriminação, sem tamanho, nos deixa cada vez mais angustiados. A quem recorrer contra essa perversa perseguição? Não vejo uma réstia de luz no fundo do poço. Toda classe profissional tem uma entidade forte para se sustentar nas greves e acaba conseguindo suas metas. E nós? Temos sempre que aceitar a merreca de um governo alheio às nossas necessidades. Cada um de nós queria ser, de vez em quando, lembrado, ouvido e assistido, já que no passado trabalhamos para receber salários de vergonha e fome. Não é pedir demais a esses senhores do poder um pouco de gratidão pelo muito que merecemos já que eles nos devem o alto cargo que ocupam e o dinheiro que ganham no lamaçal da corrupção. Queria que esta carta servisse de incentivo a todos os aposentados, que assim como eu recebe só um salário, que enviem cartas aos jornais para demonstrar seu repúdio e insatisfação contra o massacre salarial que nos submetem.
JOÃO CALDEIRÃO (aposentado) Sertanópolis
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG,
endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal.
E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





