Comércio da área central
Sabedora que o comércio do centro estaria aberto até mais tarde (21h) na quarta-feira aproveitei para rever alguns amigos comerciantes e comerciários. Todos são homens e mulheres dignos e trabalhadores, nenhum estava preso no Gaeco por atos ilícitos, ou seja, não são pagadores de propinas para corruptos e corruptores da Receita Estadual de Londrina. Todos estavam com suas lojas vazias e funcionários ociosos por conta de grupos que teimam em parar Londrina. Todos foram unânimes em suas contrariedades: patrões e funcionários preferiam estar em suas casas e trabalharem nesta sexta-feira, certo de que o dia seria mais proveitoso para todos. Porém, o Sindicato dos Comerciários teima em ouvir um grupo e não a voz de vários segmentos. Um amigo lojista confidenciou que todos deveriam fechar e abrir nesta sexta-feira, porém, contou que o argumento usado foi o feriado religioso. Ele questionou que os shoppings também deveriam fechar, enquanto o restante do comércio é obrigado a fechar. Sindicalistas e sindicatos são todos iguais, então, por que não lutamos para trabalhar sem vínculos com esses grupos, que já têm de onde ganhar seus sustentos permanecendo nesses arranjos por anos sem nenhum benefício para a cidade e muito menos para "nós" funcionários? O comércio do centro tem que aceitar fechar suas lojas, são todos religiosos e os lojistas dos shoppings são ateus?

ARLINE SILVA (dona de casa) – Londrina



Fim da greve
Enfim, os professores da rede estadual de ensino do Paraná decidiram retornar às atividades. Com todo respeito que tenho pela categoria, depois de todas as cenas "cinematográficas", principalmente do que chamam de "massacre", ficou nos 3,5% de aumento, exatamente o que o governo propôs. Lógico, quem ficou no prejuízo foram os alunos. Agora é "arroxar" o calendário para dar conta do recado! Enquanto ficam preocupados com as sequelas que o governo estadual deixou, o governo federal abriu uma extensa ferida na vida de todos os brasileiros: subiu os juros, enxugou mais os benefícios dos trabalhadores, aumentou a taxa de inscrição do Enem... Enfim, tudo cai na cabeça da população. Todos sabem que "eles" não repassam verbas para os Estados onde PT não obteve número significativo de votos (tomá lá, dá cá) e que devido à sonegação de impostos no Estado (todos devem estar acompanhando pela mídia o caso dos auditores e fiscais da Receita), se não entra dinheiro como vai acertar as contas? Infelizmente, quem paga as contas é sempre aqueles coitados que dependem de órgãos públicos para levar uma vida digna. E ainda o governo propagandeia "Brasil, um País de todos!". Para mim, este é o Brasil da vergonha!

MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) - Londrina



Veja como se faz justiça
É certo que as investigações e prisões do pessoal do futebol na Suíça desviou o foco das lambanças no Brasil. Está dando bem para ver a enorme diferença do modo de agir em relação aos corruptos entre os países de primeiro mundo e o nosso. E não é só questão de legislação diferenciada não, e sim a interferência notória do poder aqui para se coibir o combate à corrupção. Só um exemplo para lembrar: quando se ventilou a hipótese de se criar a CPI da Petrobras, isso lá no início, qual foi a reação de um partido que tinha o controle da situação nas mãos? Era a de impedir a todo custo a sua instalação (da CPI) sob alegação de que isso era perseguição política. Não resistindo às evidências e sendo instalada a bendita, o que estamos vendo? Embora isso venha a levar séculos, que tal se começarmos a aprender com gente séria como se faz justiça?

JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) – Londrina



‘De Primeira’
Sou leitora assídua da Folha de Londrina há muitos anos e gostaria de registrar que gostei muito do "De Primeira", novo caderno de esportes publicado às segundas-feiras. Gostaria ainda de parabenizar a jornalista Célia Musilli pela crônica "Minha ode aos gatos" (Folha2, 31/5).

TEREZA CRISTINA GÓBIS AUGUSTO (professora aposentada) – Cambará



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