OPINIÃO DO LEITOR
E agora, José?
"E agora, José? A greve acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José?" Quase 50 dias após o início da greve da rede estadual de ensino do Paraná o governo do Estado pôde sentir o gosto da vitória. Vitória que, para os professores e servidores representa apenas um aperitivo em relação ao prato principal, já que, como relatam, a luta continua. E, de fato, a luta sempre continua, seja no Estado ou na União. A luta continua nas salas de aulas, nos corredores dos hospitais, contra a criminalidade das ruas ou no sertão nordestino contra a seca e a miséria. Entretanto, o povo se cansa, ou pior, o povo se esquece que labuta e não desfruta, se esquece do suor derramado na peleja diária e se esquece também de como é desvalorizado, transformado em mero número perante o Estado e um governo que não nos representa. E agora, José? E agora, cidadão paranaense? Será que mais uma vez daremos o outro lado da face? Será que "ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais"? Não, não somos, pois a luta sempre continua.
Basta!
Sempre que uma categoria de trabalhadores resolve, como último recurso, apelar para a greve como forma de reivindicar seus direitos, desperta a simpatia ou a ira de segmentos da sociedade. Com a dos professores paranaenses não seria diferente. O que nos intriga, ofende, indigna e revolta é a falta ou deturpação da verdade, os interesses escusos de alguns cidadãos, a inversão de valores e a falta de discernimento frente as notícias veiculadas na mídia. Fala-se sem conhecimento de causa, sem se saber o que realmente aconteceu, sem vivenciar o cotidiano de uma sala de aula, sem realmente presenciar a indolência dos alunos, o desprezo do governo pela educação e seu produto, a indiferença e negligência dos pais com o aproveitamento escolar do filho. O que mais se ouve é que os professores devem trabalhar por amor, que o magistério é um sacerdócio e que os mesmos não se importam com os estudantes, que os alunos têm o direito de estudar, que o prejuízo maior é da população (como se o professor não fizesse parte dela!) e que a greve é inoportuna. Ora, o que fariam e diriam o advogado, o auxiliar de escritório, o gerente administrativo, o comerciante, se lhes tirassem direitos adquiridos, se fossem aviltados, ultrajados, atacados covardemente, massacrados? Será que aceitariam tudo passivamente? E se o produto do seu trabalho fosse pago com "amor"? O professor deve e trabalha com amor e não por amor! Ele quer ser valorizado e respeitado! Basta! Não há mais espaço para indulgência e tolerância. A sociedade deve reconhecer que não dá mais para ser conivente com a politicagem, a desonestidade, a injustiça e a corrupção. Urge voltar os olhos, ouvidos e a atenção para os verdadeiros algozes. E esses não são os professores!
Pior, há quem acredite
A presidente Dilma disse à TV francesa que o Brasil não pagou propinas para a Fifa por ter sido escolhido como a sede da Copa do Mundo de 2014. Pinóquio deve estar se removendo de raiva, inveja e humilhação por essa afirmação, pois lhe foi retirado o epíteto de maior mentiroso.
Os ungidos ex-presidentes da CBF
O ex-presidente da CBF José Maria Marin já está preso e sem compadre Ricardo Teixeira também estaria na mesma condição, pois conforme registram as notícias nos jornais sua conduta teria sido grave. E mesmo que evite o assunto, a pergunta vem à tona: quem eram os ungidos de bênçãos desses corruptos? Essa notícia de que Teixeira foi cidadão honorário de Curitiba já dá para perceber que tem algo aí. Configuram-se como executores os árbitros mal-intencionados que transformaram os estádios de futebol em circo.
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