‘Dê pão e circo ao povo’
Nos últimos dias assistimos depoimentos de pais, alunos, fiéis, empresários, associações organizadas e da população em geral contrários às reivindicações dos funcionários públicos e, em especial dos educadores, ou sugerirem conselhos de "ceder pelo bem dos alunos", por exemplo. É de se pensar que, se são contrários, o são por não acreditarem na nossa luta e, consequentemente, por acharem que o governo tem razão e fala a verdade quando diz que somos baderneiros e estamos motivados por questões políticas. Dos empresários é de se entender a posição, pois estamos afetando o mercado movido pelos estudantes que estão de molho esperando um reinício do ano letivo. Da população em geral falta informação, por isso prefere acreditar no que deduz baseada no tempo de greve, no "tempo perdido" e no que o governo fala. Os fiéis preferem a critica ao incomodo de uma reza, agredindo os deseducados professores massacrados de várias formas com a conivência de um noivo deputado, traidor dos educadores do Paraná, mas "fiel". Quanto aos pais de alunos, é confuso entender. Não acreditam nas nossas reivindicações, mas exigem aula, querem confiar seus filhos aos baderneiros e mentirosos que estão na luta por condições mais dignas para a educação. Nosso governador na proteção de seu escudo, mantendo as proporções, poderia ser autor da frase "dê pão e circo ao povo, não nos preocupemos".

JOSÉ CARLOS DUARTE (professor) – Londrina



Mata dos Godoy
Não entendo por que tanto interesse na aproximação em relação à Mata dos Godoy, sendo numa área de reserva como a que temos em Londrina. Não temos outras opções para indústrias? O desequilíbrio ambiental dessa aproximação urbana pode nos trazer muitos problemas em relação à água, ao clima e ao próprio ar que respiramos. Temos que cuidar melhor de nossa maior área de reserva de mata próxima à cidade. Já estamos com uma zona urbana pouco arborizada além de outras árvores precisando de erradicação. Não seria a hora de pensarmos em outras opções além dessa?

DAILTON MARTINS (comerciante) – Londrina



O preço do feriado
Como ensina a Bíblia, o feriado foi feito para o homem, não o homem para o feriado. Neste momento de crise econômica, em que a cidade luta com todas as forças para evitar o fechamento de lojas e a demissão de trabalhadores é, no mínimo, um contrassenso que o comércio do centro de Londrina seja obrigado a fechar as portas numa das três mais importantes datas do varejo, o dia 12 de junho. Respeitamos o feriado do padroeiro da cidade, mas entendemos que o comerciante deve ter liberdade para abrir ou não as portas na data. Aliás, convém lembrar que outras formas de varejo – como os shoppings e supermercados – funcionarão normalmente no Dia dos Namorados. Onde está a isonomia? É uma injustiça terrível penalizar somente os empresários e trabalhadores do varejo do centro da cidade. Todos perdem: os lojistas (que terão prejuízos), a população (que fica sem escolha) e os empregados (que deixam de ganhar comissões em um dos dias mais movimentados do ano). Transferir o feriado do comércio para o dia 15 seria uma atitude muito mais justa e racional. Ainda há tempo para que o Sindicato dos Empregados do Comércio tenha um gesto nobre e deixe de causar esse mal à cidade e aos seus associados. Afinal, o momento é de união e trabalho contra a crise.

VALTER LUIZ ORSI (presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina) – Londrina



Nota de esclarecimento
Sobre a reportagem "Em Londrina estudo avaliou gestão petista" (Política, 8/6) o prefeito Alexandre Kireeff esclarece que temas como aumento de Imposto Sobre Serviços (ISS), multa para devedores de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e revisão da Planta Genérica de Valores (PGV) não foram apreciados em votação pela Câmara de Londrina. O prefeito salienta que, em 2013, o Executivo apresentou e os vereadores aprovaram um projeto de lei devolvendo à Prefeitura de Londrina o direito de protestar os grandes devedores de tributos municipais.

NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO PREFEITURA MUNICIPAL DE LONDRINA



■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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