OPINIÃO DO LEITOR
Taxa Selic
Os economistas do Banco Central são engraçados. Os americanos quando precisaram sair do buraco baixaram a taxa de juros para zero e saíram numa boa. Aqui, só sabem aumentar juros, mesmo que a medida tenha como consequência o fechamento de quem ainda, embora a duras, dá emprego e faz a economia girar. O governo, por sua vez, só aumenta impostos. Será que ninguém se toca para o fato de que se não houver crédito para as empresas, elas fatalmente irão fechar? Se não tiver quem proporcione emprego, já que ele governo não faz, sua arrecadação vai minguar? Será que a economia que ensinam nas universidades brasileiras é diferente da que é ministrada aos americanos? Não seria o caso de mandar esses caras se aprimorarem por lá? Talvez, voltassem convencidos de que não é matando a galinha que lhe dá ovos de ouro que irão para a frente. É bom pensar nisso antes que seja tarde e não tenha sobrado uma empresa no Brasil.
EDMILSON ASSIS REIS (autônomo) - Londrina
Pedágio: Isto é um assalto!
Fico imaginando a cena. O meliante chega com seu carro na cabine do pedágio e diz: "Isto é um assalto!". Quase certo o atendente responderá: "Caro amigo, eu escuto essa frase de quase todos os motoristas que passam aqui, mas não é culpa nossa. Os governos fizeram uns acordos estranhos com essas companhias de pedágio e agora é o povo quem paga o pato". O ladrão, finalmente, mostra a arma e insiste: "Isto é um assalto de verdade!". Brincadeiras à parte, o fato é que assaltaram a praça de pedágio de Ortigueira novamente. Como o número da moda tanto para a humilhação, corrupção e assalto é o número 7 (7 a 1 contra a Alemanha; 7 dirigentes da Fifa presos), coincidentemente essa quadrilha também tinha 7 elementos. Talvez, os ladrões estejam imaginando que não serão punidos, caso no juízo final seja usado aquele provérbio: "Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão!".
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) Londrina
Secretária do lar: regulamentação
Foi regulamentada nos últimos dias a parte final da disposição envolvendo a laboriosa classe das domésticas que, na minha casa, é chamada de "secretária do lar", ficando somente pendente a questão do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e como serão pagos os demais tributos. Minha secretária, admitida quando de minha chegada a Londrina, permaneceu por mais de 28 anos em minha residência, sempre com carteira assinada, recolhimento do FGTS, férias, INSS, etc. Hoje se encontra aposentada pelo INSS. Com a secretária que atua há mais de três anos, a situação é a mesma e inexistiam regras para tanto. O problema atual é o deferimento de horas extras. Adotei como regra a colocação de um livro ponto (manual) e junto a ele um relógio digital, de tal sorte que a entrada e saída da secretária são alocados no livro, com assinatura da funcionária ao final da linha. Deveremos aguardar as posições que serão adotadas pelo Judiciário trabalhista, posto que no caso de horas extras o livro ponto, na maioria tendo alocado "horários britânicos" (mesmo horário de entrada e de saída em todos os dias), não é aceito. Ao final, teremos secretárias sendo respeitadas em seus direitos, além de ser um dever, evitará futuros transtornos aos empregadores.
CARLOS HENRIQUE SCHIEFER (advogado) Londrina
Pelé e a Fifa
Com relação à defesa de Pelé da reeleição de Joseph Blatter à presidência da Fifa, só me resta crer que durante a sua recente internação hospitalar os médicos mexeram em alguns neurônios do Atleta do Século que abalaram o seu raciocínio lógico. Não consigo vislumbrar outra justificativa cabível.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público)- Cambé
Fiscalização de obras
Lamentavelmente, está sendo cometida uma grande injustiça nesse julgamento público que nós, fiscais de obras da Prefeitura de Londrina, estamos sofrendo. Pessoas honestas estão sendo massacradas na sua dignidade e honra por notícias distorcidas por setores da mídia e política, que encontraram um gatilho para atingir outros interesses. Os fiscais, engenheiros e funcionários administrativos da prefeitura sempre se esforçaram para atender o cidadão londrinense da melhor maneira possível, mas lamentavelmente a estrutura deficitária da Secretaria de Obras (problema muito antigo) impõe limitações na nossa eficiência de atendimento que acabam sendo mal interpretadas. E as consequências sempre sobram para nós que estamos na base da pirâmide da administração municipal. Em nome dos meus colegas, peço desculpas à população londrinense, mas reforço que não é nossa culpa.
SERGIO F. EXPOSITO (fiscal de obras) Londrina
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