OPINIÃO DO LEITOR
Greve e consequências
Venho acompanhando, angustiada, os nefastos desdobramentos da greve dos professores em nosso Estado. Sentia-me impotente como pessoa e educadora, porém, o "Manifesto, justo e correto, de 11 milhões de paranaenses", lançado por Associações de Classe de Londrina, de grande representatividade, clamando por paz e reconciliação entre as partes, publicado na Folha de Londrina de domingo, sensibilizou-me. Faço coro ao sincero pedido ali exposto, também solicitando que o governo e a APP cheguem a um denominador comum quanto à greve e reivindicações, abaixem as armas e façam um acordo em que não hajam vencedores nem vencidos, pois os estudantes da rede estadual não podem ser mais prejudicados do que já estão sendo. Eles, como elos mais frágeis desse imbróglio, não têm culpa e não podem ser prejudicados. Peço que outras forças vivas do Estado, como as instituições religiosas, a OAB, as associações de pais e mestres se mobilizem para tal fim.
Indignação
É lamentável ouvir o que dizem em relação aos professores e à greve. As publicações e comentários esdrúxulos nas redes sociais só provam uma coisa: a ignorância de muitas pessoas. O professor, assim como qualquer outro cidadão, e principalmente como funcionário público, tem o direito de fazer greve e protestar quando necessário. No Brasil, infelizmente, uma das formas de negociação com o governo é a greve. Há aqueles que ainda acreditam e afirmam que o "salário" do professor é alto. Essas pessoas não têm muita noção do que é a educação e a importância dela para a sociedade. Por que médico, advogado e engenheiro podem receber seus R$ 10 mil até R$ 30 mil e o professor não? Foi o professor que capacitou cada um deles. Por que as pessoas que pensam que o salário de um professor é tão bom, não estudaram para ser um? Por que não questionam o salário de alguns deputados, senadores e governadores que nem estudo têm?
Ameaças da inteligência artificial
O artigo "Drones e computadores que aprendem", do reitor Ronaldo Mota (Espaço Aberto, 2/6) me fez lembrar do filme "Transcendence: a revolução", que retrata justamente o caos que se instala na humanidade, quando a inteligência artificial domina os humanos. Lembrei também que, em 1949, George Orwell lançava seu romance 1984, onde o protagonista é o personagem "Big Brother", que faz o papel de "vigilante da sociedade". Algo que já se tornou realidade: há anos todos os nossos movimentos são filmados e fotografados. Acesse o "maps", pela internet. Certamente, você verá a foto da fachada da sua casa. Não gosto de "profetas do apocalipse", mas Deus nos livre da inteligência artificial!
Crê no materialismo?
Em seu comentário, o leitor Rubens Romagnolli (Opinião, 1/6) esqueceu de lembrar-se que Deus é para todos sim. Só que os religiosos cultuam o Deus de verdade e o Espírito Santo. Para o homem chegar a esse estágio de inventar a luz elétrica, as tomadas, os aparelhos que ele cita, um ser superior deu a inteligência a essa pessoa, no caso nós seres humanos. As plantas nascem, os animais irracionais e tudo chega ao seu ciclo final e morrem, mas não têm a inteligência e a sabedoria do ser humano. Quando o jornalista Walmor Macarini (Espaço Aberto, 28/5) fala em Deus que não é somente das igrejas, ele quer justificar que Deus é tudo, mas volto a dizer, não adora o Deus vivo do amor cristão. Comentar da história da natureza é fácil, quero ver adorar um ser abstrato e ir às missas/cultos quase todos os dias. O Deus que o engenheiro imagina é aquele mesmo Deus que os nepaleses adoram: os dragões, as estátuas de serpentes de boca aberta, saindo fogo. E nisso, todos já viram o resultado de quase 300 mil turistas que passam por mês naquelas montanhas e sentiram a presença da "natureza" para quem acredita somente no materialismo e faz essas explicações para os ateus.
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