Greve dos professores
Um sentimento de tristeza invadiu meu coração quando abri o jornal dia 28/5 e deparei-me com três cartas na coluna Opinião do Leitor. Uma delas destacava o prejuízo que a greve dos servidores públicos causa à população. Considerando que o funcionário público faz parte da população, por analogia, percebe-se que também está sendo prejudicado. Há mais indicativos dos prejuízos sofridos pelo funcionalismo público: o governo, desrespeitando à lei, a moral e à ética, confiscou a previdência do servidor público, tirando-lhe o direito a uma aposentadoria digna e acabando assim com a sua carreira, quando não faz a recomposição do salário mediante pagamento de reposição da inflação suspende progressões, não paga professores PSS pela maior habilitação, não faz o enquadramento dos aposentados e não paga o piso nacional, entre outros. No dia 29 de abril o governo realizou um massacre mundialmente repudiado, quando atacou com bombas, balas de borracha e cães um grupo de trabalhadores que só pretendia entrar em um local público para acompanhar a votação do confisco da sua aposentadoria. Que tipo de cidadão acha normal bater, humilhar e ultrajar trabalhadores e condena um protesto pacífico no casamento de um dos agressores? Ora, quem está desrespeitando o direito do aluno de estudar é o governo que se recusa a sentar com os trabalhadores para negociar e quer retirar da carreira destes os recursos necessários para cobrir o rombo que sua má administração causou aos cofres públicos. O professor e os funcionários públicos estão em greve justamente para lutar pela garantia a esse direito: direito a escola pública de qualidade. Meus colegas e eu trabalhamos com amor e não por amor. Trabalhamos porque, assim como a maioria dos trabalhadores, precisamos sobreviver. E também lutamos com amor para que nossos direitos não sejam retirados por alguém que está temporariamente no poder, uma vez que o poder que ora representa foi emanado pelo povo.

SANDRA REGINA RODRIGUES DO AMARAL (professora) – Londrina



Desânimo e decepção
A professora Juliane A.de Paula (Opinião, 27/5) questionou "como ensinar meus alunos a lutar pelos seus direitos? Como mostrar que não pode ser corrupto? Como oferecer educação de qualidade?". Um professor deve, apesar dos obstáculos, ensinar português, matemática, etc. Moral e bons costumes são funções familiares. Devemos parar de admitir que é aceitável um professor não ensinar matérias porque o núcleo familiar inexiste ou porque existem dificuldades.

ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) – Londrina



Salários na internet
Não vejo razão para tanto alvoroço em virtude do governo ter exposto o salário de cada servidor na internet. Fazendo uma análise de todo o conteúdo e levando-se pela questão do compromisso prestado em termo de exercício de "desempenhar com lealdade os deveres do cargo assumido", chega-se à conclusão de que há muitos ganhando muito e poucos ganhando pouco.

LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé



Marin: medalha de honra ao mérito
Quando nosso ex-presidente da CBF José Maria Marin foi flagrado embolsando uma medalha de futebol júnior, em São Paulo, todos ficaram perplexos. Geralmente, as medalhas vêm com a frase "honra ao mérito" e ainda não existe campeonato de "esconde, esconde de medalhas". Nesta semana a casa caiu, ou melhor, a Fifa. O FBI e a polícia suíça prenderam sete dirigentes num procedimento que poderíamos chamar de "Operação Branca de Neve e os sete ladrões". A cor branca é referência ao lençol branco usado para cobrir a vergonha dos magnatas, por ocasião da prisão num hotel "sete estrelas". Creio que este fato é só a ponta do iceberg. Estamos diante de uma coisa muito maior que está para cair. É uma verdadeira "Havelanche" ou melhor avalanche.

AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) – Londrina



Corrupção no futebol
É, pelo visto, nossos "maravilhosos" políticos brasileiros contaminaram até a Fifa.

NATHANAEL DA SILVA (projetista) – Londrina



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