Reflexo dos escudos dos professores
O dia a dia está ligado à sobrevivência para a maior parte dos professores, e não poderia ser de outra forma. É triste? Claro que sim. Mas é a vida. E aqui começam os problemas. Explico: a vida como ela é, é diferente da vida como deveria ser. O teórico crítico fala sobre a vida como deveria ser e o prático fala sobre como ela é. Ora, as pessoas vivem voltadas para o trabalho numa verdadeira e desigual luta diária, não podem de forma alguma pensar outra vida, senão naquela em que precisam sobreviver, caso contrário irão sucumbir. Razão pela qual é comum no conhecimento popular ouvir-se: "Não adianta me preocupar com política, porque as minhas contas ninguém paga". Afinal, meter-se em "conversa de gente grande" pode-nos "custar os olhos da cara" já que são todos "farinha do mesmo saco". Mas os professores decidiram lutar pela vida como deveria ser e iniciam, ao lembrar que, a expressão original em latim "homines sunt ejusdem farinae" significa "homens da mesma farinha", o que insinua que os bons andam com os bons, enquanto os maus preferem os maus; e durante as manifestações deixam claro a todos os paranaenses essa separação "do joio e do trigo" na política do Paraná. Em resumo: se há carência de bons na política, se as pessoas de uma forma geral não buscam o conhecimento (pois falta tempo, vida boa e o ócio grego) e, são forçados ao agir, é vital encontrar formas de neutralizar os maus e eleger os bons. Como fez ver Proteu a Medusa, os professores farão ver também aos maus políticos no reflexo dos seus escudos.

NÉLSON JOSÉ RODRIGUES MACHADO (professor) – Londrina



Política do conflito e do desacordo
Os recentes e truculentos acontecimentos que indignaram toda a sociedade paranaense, principalmente a comunidade de professores e servidores do Estado, refletiram e refletem o caráter autoritário do governo e a falta de profissionalismo de um chefe do Executivo que andou "matando aulas" na sua meninice. Não é de hoje que o Paraná sofre com o abuso de poder governamental. Não bastasse a decadência em todo o sistema educativo no âmbito nacional, os pés-vermelhos enfrentam, a duras penas, o fantasma de uma ditadura que supostamente morreu no século passado. Atingir com bombas, cachorros e desacordos aqueles que comovem, ensinam, provocam e até mesmo transformam com o poder de palavras, é denunciar a nossa triste realidade. Trazer à tona as boas e velhas indagações filosóficas sobre o sentido das nossas vidas ou que fim levará aquilo que nos apresenta como o hoje.

FERNANDO CESAR BUCHHORN JUNIOR (estudante) - Cambé



Cartão vermelho para a Fifa
Que golaço da polícia americana: matou no peito e mandou no ângulo. Utilizando o seu sistema financeiro, os EUA prenderam sete cartolas entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin. Esse escândalo no futebol mundial já era percebido há muito tempo. O que causa espanto é que os presos não são os cabeças da Fifa, e apenas um brasileiro, os outros são estrangeiros. Uns terminam a vida ao lado dos filhos, netos e até bisnetos, outros com uniforme ou algemados. Faça a sua opção.

MÁRIO FUZETO (técnico contábil) – Itambaracá



Lição de profissional
Tive a satisfação de assistir na tevê à despedida de um dos maiores jogadores da atualidade, Xavi Hernandes do Barcelona(cuja camisa 6 deveria ser eternizada). Ele chegou com 12 anos à base do clube Catalão e jogou por 17 anos anos profissionalmente: foram mais de 700 partidas e 23 títulos expressivos. Na despedida recebeu diversas homenagens de reconhecimento do Barcelona, e é uma lição para os jogadores brasileiros. Raramente, encontraremos esses números entre nossos atletas, visto que nem bem saem das categorias de base para o profissional, já vão para outras agremiações, não possuem vínculo nenhum e nunca farão parte da história. Seus agentes só pensam no retorno financeiro.

HEVERSON YOSHIO TAKASAKI (bancário) - Joaquim Távora



Correção
Diferentemente do publicado na matéria "Mais cobertura" (Especial Tecnologia, 28/5), a Sercomtel planeja usar a faixa de frequência de 1.800 MHz para a oferta de internet móvel 4G.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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