Salvemos a Educação
Gás lacrimogênio; balas de borracha; sangue; alunos em casa; baixíssimo desempenho escolar. Como disse o poeta, a violência está em todo lugar. Sim, no Brasil, educação rima com violência. Não, a greve não é política. Vivenciamos mais uma crise de um sistema educacional falido que há anos assola governos de diversos partidos políticos. E mais uma vez assistimos às tentativas de reanimar um defunto que faz parte de um modelo ineficiente e corrupto de organização que conseguiu a façanha de provocar perdas bilionárias numa das maiores empresas de petróleo do mundo. E como num déjà-vu da sessão da tarde, assistimos pela enésima vez ao teatro dos manipulados e manipuladores. Não há saída para esse sistema e muitos parasitas sabotam uma eventual solução. A população reage à tentativa inútil de enxugar o gelo. Ela não quer mais ser violentada com aumentos abusivos de impostos e, como retorno, obter as piores colocações nos rankings educacionais mundo afora. Desculpe-me os amigos educadores que defendem honestamente sua categoria, mas em primeiro lugar precisamos defender o Brasil desse sistema nefasto que traz violência aos nossos filhos e que coloca o Brasil à margem do desenvolvimento. Precisamos salvar a Educação desse sistema.
MARCELO COMAZZI GONÇALVES (administrador de empresas) – Londrina

As três virtudes teológicas
Temos presenciado nesses dias três deslocamentos significativos de refugiados pelo mundo em busca de um lugar seguro para viver, trabalhar, se alimentar e se livrar de perseguições étnicas: haitianos e dominicanos para o Brasil; líbios, ganeses, sudaneses e somalis para a Itália; minorias étnicas de Mianmar para a Indonésia, Malásia e Cingapura. Com exceção daqueles que alcançam o Brasil por terra, os africanos e os asiáticos se lançam ao mar em embarcações precárias, capitaneadas por traficantes de pessoas, cujo destino muitos vezes é permanecer à deriva ou naufragar. Segundo o consagrado biólogo evolucionista Jared Diamond: "Boa parte da história humana é constituída de conflitos desiguais entre os que têm e os que não têm; entre os povos que dominavam a agricultura e aqueles que não dominavam; ou entre aqueles que adquiriram esse domínio em diferentes momentos". Em pleno século 21, revela-se inconcebível que nações desenvolvidas, emergentes e em desenvolvimento se recusem a receber refugiados, perseguidos, velhos, mulheres e crianças em estado de miserabilidade com a simples justificativa de que não possuem infraestrutura adequada para acomodá-los. Cabe aqui a recordação das três virtudes teológicas: esperança, fé e caridade. A esperança é o sentimento ancorado no coração dos homens que permite à humanidade suportar suas misérias, seus sofrimentos e seus fracassos. A fé é uma força que se manifesta no coração do homem e o leva a dar, sem falhas, toda a sua energia e mesmo sua vida para perseguir o ideal engendrado pela esperança. A caridade é o sentimento que nos conduz a levar alívio e consolação aos nossos semelhantes miseráveis e infelizes. A caridade é a beleza da alma que permite adoçar a vida tão dura e tão dolorosa de tantos seres viventes. Em arremate, vejamos os ensinamentos de São Paulo apóstolo na primeira epístola aos Coríntios (13, 1-3): "Quando tiver o dom da profecia e conhecer todos os mistérios e toda a ciência; quando tiver a plenitude da fé, uma fé a transpor as montanhas, se não tiver caridade, nada serei".
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) – Londrina

Exumação já!
Que absurdo é esse de não poder exumar o corpo de um ex-deputado, mentor de toda a sujeira que enlameou o Brasil mundo afora, como o mensalão e o petrolão? Tenha sido ele muçulmano ou de qualquer outra religião não o isenta das falcatruas cometidas, a menos que o todo-poderoso faça distinção deste ou daquele vivente. Estamos nessa crise monumental porque um bando de aloprados foi financiado com o dinheiro público, cuja operação de "arrecadação" foi capitaneada pelo dito cidadão. Se não for essa a versão verdadeira, reclamem ao Ministério Público e à imprensa. Às custas dessa barbárie, assistimos deputado zombando de um homem honesto diante das câmeras da TV e um tremendo escárnio com o trato da coisa pública, jamais visto. Toda essa bandalheira estimulada pelo dinheiro fácil arrancado de nossos bolsos e distribuído a uma horda de militantes. Chega de Brasil impune, se até professor apanha por que poupar corrupto?
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) - Londrina

Mercado livre de compra de votos
Alguns políticos de pouca expressão, vez em quando, acabam perdendo o mandato (cassado) pela (simples motivo) de compra de compra de votos. A Lei 4.737/65, no seu artigo 299, diz que se caracteriza crime eleitoral ou penal: dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber para si ou para outrem, dinheiro, dádiva ou qualquer vantagem para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita. Esse mesmo tipo de crime acontece o tempo todo nas câmaras altas e baixas e no Congresso Nacional, como se fosse um mercado livre. Esses senhores deveriam ser incursos no artigo acima citado.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina

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