Cadê esse salário, governador?
Como é triste ver tantas mentiras quanto aos avanços salariais dos professores. Será que se o professor ganhasse tão bem, como o governador afirma nos meios de comunicação, seria necessário pegar aulas extraordinárias? O povo não sabe o quanto esses que estão no poder criam leis que favorecem apenas aos seus próprios interesses. Faltando apenas seis meses para completar 25 anos de magistério (tempo requisitado para a aposentadoria até então), a lei mudou para 25 anos de contribuição e 48 anos de idade. Faltavam-me seis meses para completar a idade, porém tive que trabalhar mais seis anos. Passado esse tempo, ao completar 48 anos, fui pedir minha aposentadoria. Qual foi minha surpresa? A lei havia mudado para 50 anos de idade. Como minha mãe havia tido um AVC e necessitava de meus cuidados, entrei com pedido de aposentadoria proporcional. Demorou tanto que, nesse meio tempo, minha mãe veio a falecer. Embora tivesse 28 anos de contribuição, minha aposentadoria foi proporcional, pois não tinha 50 anos. Hoje recebo aproximadamente R$ 2 mil por esse padrão. Se a contribuição compreende 25 anos e eu tinha 28, por que o tempo excedente não pôde compensar a idade, se os políticos podem se aposentar com dois mandatos? E, no padrão novo, faltam dois anos para me aposentar, mas onde está o salário de R$ 8 mil que o governador fala nas propagandas? É revoltante ver tanta mentira e descaso em relação à Educação.

ODIVALNILDI ROSA BONIN (professora) – Colorado



Doações de auditores
Que empresários privados doem dinheiro para campanhas políticas e depois recebam em dobro já é fartamente sabido. Agora, 84 auditores da Receita Estadual, funcionários concursados que não necessitam favores do governo, doarem R$ 287 mil para a campanha de Beto Richa é, no mínimo, suspeitíssimo! A ser verdadeiro este dado, publicado pela Folha de Londrina, fica claro aonde foi parar o dinheiro roubado dos paranaenses.

LILSON SÉRGIO FIORILLO (jornalista) – Londrina



Caso Janene
Com o devido respeito à Sociedade Muçulmana de Londrina e a todas as crenças religiosas existentes, essa instituição não deveria se opor à exumação do corpo do ex-deputado José Janene, pois somente dessa forma seriam extirpadas, definitivamente, todas as dúvidas e questionamentos com relação se ele está vivo ou morto.

LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé



Pluralidade de interpretação
Nós, educadores de Itambaracá, respeitamos a democracia, mas gostaríamos de fazer um questionamento ao leitor Yochiraru Outuki (Opinião, 7/5) sobre o massacre do dia 29/04: o senhor estava no referido dia no massacre no Centro Cívico? Teve que correr das bombas e balas de borracha? Foi preso como um criminoso? Foi chamado de black bloc? Perdeu parte da visão e da audição? Sofreu com os efeitos do gás lacrimogêneo e do spray de pimenta? Foi machucado e humilhado? Já trabalhou numa escola pública? Contribuiu constantemente do seu bolso para manter o funcionamento da escola, que é obrigação do governo? Já teve a sua previdência roubada? O leitor parece subestimar nossa capacidade de raciocínio quando afirma que somos manipulados por um grupo político. Se não participou do Dia da Vergonha (29/4), antes de afirmar com tanta convicção que os educadores são culpados e a violência por parte do governo apenas teria que ser branda, reflita e busque embasamentos reais para tais afirmações. Também subscrevem esta carta as professoras Ayako Outi, Maria Helena Cheirubim dos Santos, Amélia Rosana da Costa, Shirley Aparecida Vieira Barros, Ivani José Alves, Débora Jurado Ramos, Elaine Regina Costa Tonet, Marina Massaco Tashima, Lucineia de Fátima Garcia Soares, Andreia Regina Gonçalves Barros, Rosemary Cristina Gonçalves De Biaggi, Neusa Maria dos Santos Gomes, Cícera Aparecida de Souza Faustino e Cláudia Mariel Parralego.

ROSIANE MARIA TONET (professora) – Itambaracá



■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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