Chapéu na mão
A democracia nos proporciona um momento ímpar, que é quando surge o momento dos verdadeiros donos de tudo poderem se impor, embora a grande maioria nem saiba disso ao escolher os seus comandados – embora também esses nem saibam disso. Que prazer nos causa ao ver um candidato com o chapéu na mão, pedindo o voto do seu futuro patrão. Quanta humildade! Quanta santidade! Vejam o caso, agora, do novo ministro do STF, Luiz Edson Fachin. Não vou entrar no mérito da sua competência ou não, mas a atitude dele perante os que o avaliaram e, com o chapéu na mão, como corre pelos corredores em busca da preciosa admissão no "empreguinho". Essas atitudes, embora recheadas de hipocrisia, em que eles "vendem os seus peixes" em busca do emprego, são totalmente modificadas tão logo tenham a carteira assinada. Não raro se transformam; tiram a máscara de cordeirinhos bonzinhos; as mãos antes incansáveis já não são mais estendidas; não querem dar mais satisfação ou atender seus patrões (nós); confundem o emprego recebido, como se ungidos, e as suas vaidades os fazem escudar o uniforme de endeusamentos. E, o pior e mais lamentável de tudo isso, nós os seus patrões, confundimos o respeito e a educação que nos são inerentes, por submissão e invertemos os papéis, ou seja, nós que pagamos os seus salários parecemos, e nos tornamos seus empregados.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) – Londrina

Agricultor familiar
É terça-feira, hora do almoço, acabei de vacinar animais e agora assisto a telejornais, onde vejo uma turba invadir ministérios em Brasília, depredando patrimônio público e identificando-se como agricultores familiares. Mentira. Na verdade, os manifestantes são membros do MST, que tentam vincular sua imagem a de reais trabalhadores. O agricultor familiar, bem como o pequeno, médio ou grande produtor rural faz parte do agronegócio, não invade, compra suas terras e maquinários, desbrava, coloniza novas fronteiras agrícolas, gera empregos, impostos, riquezas, alimenta o Brasil e o mundo e não tem tempo e dinheiro para ir passear em Brasília durante a semana. O MST sempre tente passar a ideia de que faz parte da cadeia produtiva, mas a realidade é que mesmo após mais de 20 anos de invasões e milhões de reais a fundo perdido ainda sobrevive das benesses do governo e de cestas básicas fornecidas pelo agronegócio que tanto combate. Bem, acabou meu intervalo, enquanto alguns ganham diárias na capital, eu tenho uma cerca para fazer.
MARCOS PROCHET (produtor rural) – Londrina

Um furto para sobrevivência
Achei muito interessante a notícia em que um eletricista furtou dois quilos de carne para alimentar a si mesmo e a seu filho que já estavam há dois dias sem comer. Não que seja certo furtar, mas em um país em que os políticos são corruptos e roubam por pura ganância, compreendo o que aquele homem fez pela sobrevivência. Ele não pensou somente nele, mas também em seu filho de apenas 12 anos que, por culpa do governo, ainda não havia recebido a pequena ajuda do Programa Bolsa Família (R$ 70), única renda destinada à sobrevivência dos dois. Entretanto, ainda temos esperança, pois existem pessoas boas e solidárias, como os policiais que pagaram a fiança do eletricista e a pessoa que lhe ofereceu um teste de emprego. Este sim pode mudar suas vidas e torná-las mais dignas.
MARIA GABRIELA PEREIRA ZURLO (estudante) – Ivaiporã

Pizza no STF
Como era de se esperar, o ministro Dias Toffoli presidirá a 2ª Turma do STF, responsável pelo julgamento dos envolvidos na Operação Lava Jato. Então, não nos resta quase nenhuma esperança, pois o citado ministro já é conhecido como o melhor laxante, ou seja, solta tudo!
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

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