OPINIÃO DO LEITOR
Londrina é mais
Muitos funcionários do alto escalão da Receita Estadual de Londrina estão atolados até o pescoço no maior esquema de corrupção da nossa cidade. Estima-se que a cobrança de propinas a empresários da região aconteça há mais de 30 anos. Durante todo esse tempo, os fiscais corruptos fizeram fortuna, financiaram campanhas eleitorais e, de lambuja, destruíram a vida de adolescentes que eram usadas sexualmente, meninas que pela pouca idade poderiam facilmente ser filhas ou netas desses indivíduos. Graças ao Gaeco, esse bando de velhacos vai responder por todos esses crimes, provavelmente, uma boa temporada atrás das grades. A barbárie continua, temos pseudo empresários e políticos pés de chinelo que contribuíram de modo decisivo para quebrar a maior estatal do País. A Petrobras foi saqueada por esse grupo que colocou Londrina, mais uma vez, no olho do furacão. Mas Londrina não é só casa de bandido, temos referências nas artes, na música, no empreendedorismo, na agropecuária e aqui existem pessoas que realmente trabalham. Oxalá, em breve, ocuparemos as páginas dos principais jornais do país com boas novas.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) Londrina
Pagando o pato
O governo do Estado, com o apoio de seus "camburantes" (neologismo) da Assembleia Legislativa, se constitui numa elite que usa e abusa dos poderes que lhes foram confiados por um povo "inocentemente" traído, que agora paga o pato. Pedágio mais caro do País; desvios milionários na Receita Estadual, onde parte serviu para engrossar a campanha eleitoral do governador (dá a impressão que essa Receita é privada); IPVA majorado em 75%; uma Assembleia Legislativa, mais parece um "armário" cheio de "cabides", onde 10% trabalham e os demais ficam olhando sem ter o que fazer.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) Londrina
Nota de esclarecimento
Sobre a reportagem "Saúde agora tenta viabilizar terreno da PUC para hospital" (Geral, 20/5) esclarecemos que os recursos destinados à construção do Hospital da Zona Oeste não serão repassados aos cofres municipais. Ou seja, a verba, bem como a aquisição do terreno e as obras são de competência exclusiva do governo do Estado. Reiteramos que o município de Londrina, desde 2013, colocou à disposição, para doação, todos os terrenos públicos para que fossem avaliados pelo Estado, que optou por um outro local para a construção do Hospital da Zona Oeste.
NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO PREFEITURA MUNICIPAL DE LONDRINA
UEL FM sem anúncios
A Rádio Educativa da Universidade Estadual de Londrina (UEL FM 107,9 MHz), no ar há quase 25 anos, não veicula anúncios propagandísticos de empresas e produtos particulares em sua programação como sugeriu o leitor José Ferreira Guimarães (Opinião, 20/5) , porque está impedida de fazê-lo por força da legislação federal para as telecomunicações. Alguma arrecadação financeira seria possível à rádio por meio de "apoio cultural" de empresas londrinenses, mas apesar de dezenas delas terem sido contatadas nos últimos anos, nenhuma se dispôs a colaborar. Talvez, porque as empresas não tenham interesse em nosso tipo de programação educativa, cultural, informativa e musical. Programação que é produzida, com reconhecida qualidade e competência, por 20 funcionários e 25 colaboradores voluntários não remunerados. Nosso objetivo, enquanto emissora educativa, não é concorrer com as rádios comerciais em busca de "anúncios e autossuficiência econômica", como sugere aquele leitor. Nosso compromisso, como rádio pública financiada pelos paranaenses através dos impostos, é com a veiculação de músicas, informações e mensagens que contribuam para a educação dos ouvintes e a prática da cidadania.
OSMANI FERREIRA DA COSTA (diretor-geral da UEL FM) Londrina
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG,
endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal.
E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





