Educação: indignação e responsabilidade
Sou professora estadual e deveria estar na sala de aula, fazendo os alunos acreditarem que vivemos num sistema democrático cujo princípio primeiro é o diálogo. Contudo, na situação em que os professores do Estado se encontram, só o que sinto é uma indignação profunda de ter ciência de que a educação precisa não somente de escola, professores, diretores, equipe pedagógica, funcionários. Ela precisa, e muito, da sociedade, precisa de que todos estejamos caminhando em prol da formação de qualidade dos jovens que vão formar/transformar o futuro. Porém, o que vejo é um governo que, no afã de uma economia falida, tenta desvirtuar e desqualificar uma classe profissional tão relevante e, em nome de interesses próprios, tenta, num esquema bélico, colocar a sociedade contra a categoria que para muitos é o único meio possibilitador de uma vida melhor, dado o grau de interação com os alunos. Se os nossos representantes políticos estivessem, nesse momento, focados em resolver os vários problemas estruturais e sociais paranaenses, com certeza, não precisariam gastar fortunas em propagandas a fim de "limpar" a própria imagem.
SILVANA REGINA XISTO FIORI (professora) - Alvorada do Sul

Governo caótico
Um Estado que parecia gozar de boa situação financeira, alardeada por Beto Richa com o otimismo de "o melhor está por vir", hoje está sem dinheiro até para as pequenas despesas corriqueiras. O ajuste abusivo de impostos, os acontecimentos gravíssimos de 29 de abril, a proposta de aumento salarial dos servidores (incluindo professores) com índices abaixo da inflação, as prisões de auditores da Receita Estadual por corrupção e o aprofundamento das investigações da Operação Publicano, sobre o destino da propina arrecadada, mostram o caos administrativo instalado no governo do Paraná. A Educação, uma área extremamente importante e sensível, está sendo duramente assolapada. As greves, motivadas pelas ações intempestivas do governador, trarão prejuízos irreversíveis à formação acadêmica dos paranaenses, além da prejudicial paralisia de obras e outras atividades oficiais do Estado. Beto Richa não deveria ter interferido na Paranaprevidência sem um estudo atuarial transparente e um debate mais aprofundado sobre o tema. Nenhuma autoridade pode mexer no dinheiro sagrado das aposentadorias ao seu bel-prazer. São recursos de direito dos trabalhadores. Para coroar a sua insensatez, fez a indecorosa oferta de subcorreção inflacionária (5%, em duas parcelas) dos salários dos servidores. Um acinte, quando, ao mesmo tempo, emprega afilhados políticos com salários de R$ 20 mil.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

Meu Deus! O que é isso?
Foi isso que eu disse quando entrei no Cemitério São Pedro na tarde do dia 9 de maio, véspera do Dia das Mães. Senti um misto de raiva, impotência e desamparo das autoridades municipais, quando me deparei com as inúmeras pichações em diversos túmulos e capelas, incluindo a da minha família que foi toda emporcalhada com aqueles dizeres indecifráveis em duas de suas paredes. Na qualidade de cidadã londrinense e contribuinte, pergunto: para que serve a Guarda Municipal? Não seria o caso de se ter a segurança dos cemitérios feita por ela? Afinal, é ou não um bem público? Para que serve o "IPTTúmulo" que pagamos a partir de 2014? Pelo visto, para nada, pois o que eu encontrei no referido dia foi o mesmo de sempre: sujeira, descaso e agora o cúmulo da falta de respeito com essas pichações, causando assim um abalo emocional e tristeza muito grande em quem tem o mínimo de bom senso. Onde vamos parar? Com a palavra a Prefeitura de Londrina e a superintendente da Acesf.
CLEUSA BOM BATISTELLA (dona de casa) – Londrina

Trânsito de Londrina
Nessa hora em que se discute o trânsito de Londrina, tomo a liberdade de dar uma sugestão à CMTU que vale à pena: consultar o engenheiro especialista em trânsito, dr. Coca Ferraz, que é vice-prefeito de Araraquara (SP). Ele conseguiu melhorar e muito o trânsito daquela cidade. É só conferir.
MIRIAN GODOY (pedagoga aposentada) – Londrina

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