OPINIÃO DO LEITOR
Amada amante
Felizmente, nem tudo acaba em pizza nas CPIs. Agora, está bombando até música. Você já deve ter ouvido o caso da doleira roqueira Nelma Kodama que, desmentiu o boato de guardar dinheiro na calcinha, e soltou a voz na CPI da Petrobras, em Curitiba, na última terça-feira. Houve verdadeira "reviravolta" no caso, pois ela ficou de costas para as câmeras, girando o pescoço e mostrando que o dindim estava sim nos bolsos de trás da calça. Com esse gesto teatral, talvez até tenha a pena reduzida. Na verdade, estou é com pena dos futuros companheiros de cela da cantora de karaokê que vão ter que escutar "Amada Amante" (de Roberto Carlos) por algum tempo. Neste tempo de reflexão, ela poderá ampliar o repertório, incluindo temas espirituais de súplica e perdão, do próprio "Rei", com letra mais oportuna para o momento: "... me dê a mão, cuida do meu coração, da minha vida do meu destino."
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) Londrina
Pátria enganadora
Salas de aula caindo aos pedaços, professores agredidos, desmotivados, menosprezados e mal pagos. Alunos ludibriados perdidos no exterior sem o dinheiro dos programas miraculosos do governo. Universitários abandonando seus sonhos por não conseguirem a continuação de seus financiamentos prometidos pelo governo do PT. Índices cada vez piores nas avaliações internacionais que nos colocam junto aos países mais miseráveis da terra. Usar a palavra "pátria" para fazer propaganda de uma grande mentira, só mesmo quem herdou a cara de pau do maior mentiroso de todos os tempos. Pátria amada idolatrada salve, salve...ou salve-se quem puder.
RUBEM DE O. CAUDURO (professor) Brasília (DF)
Obras paradas
Diante das notícias da suspensão de duas importantes obras no aeroporto de Londrina, bem como em outros administrados pela estatal Infraero, se torna muito claro mais uma enganação para iludir o brasileiro de que o País estava "às mil maravilhas" e, por conseguinte, podia apoiar a reeleição da presidente Dilma. Aliás, isso é uma prática comum na política. Faz-se o maior estardalhaço indicando início de obras, espalhando tratores, colocando tapumes, etc., ou "inaugurando-as" inacabadas. Tão logo terminam as eleições, vemos o que está aí. E o pior de tudo isso é que, passado mais algum tempo, tudo se repete e o eleitor parece não aprender as lições. Basta uma pequena "bondade" às vésperas das eleições para que esqueça as manobras ardilosas anteriores. Durante as campanhas os opositores até que tentam mostrar isso aos eleitores, mas o que se constata é que infelizmente o brasileiro, por questão cultural ou por não mais acreditar no político, já se conformou com a ideia de que política é assim mesmo. Penso que é dever de quem tem alguma sobreposição (de qualquer natureza) aos eleitores menos esclarecidos que tentem esclarecê-los de que somos os responsáveis pelo que está aí, principalmente pelo que deixaremos para nossos filhos e netos.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
União por Fachin
Que bom seria se nosso Estado tivesse o apoio na busca e liberação de verbas para saúde, educação, valorização dos professores, segurança e habitação para os nossos 399 municípios como na última semana quando todos se uniram para apoiar o jurista Luiz Edson Fachin para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. Senadores inimigos mortais, governador, presidentes do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas e da Assembleia Legislativa, reitor da UFPR, presidente da OAB e entidades do comércio e indústria lotaram a sabatina no Senado. Depois disso, cada um volta para seu habitat e o povo que se exploda. Essa é a verdade. Espero que o futuro ministro Fachin se afaste do MST e esqueça o PT, como o diabo corre da cruz, o que será difícil, pois a indicação foi da "gerentona" Dilma. Sugiro que pense na ética para todos na sua gestão ou então que incorpore 1% do que o grande ex-ministro Joaquim Barbosa fez na passagem pelo STF. Vamos aguardar.
JOSÉ PEDRO NAISSER (aposentado) Curitiba
Políticos, a catástrofe brasileira
O Nepal, um dos países mais pobres da Ásia, sofreu o segundo terremoto seguido. O difícil é aguentar os fanáticos que querem relacionar o terremoto com o fim do mundo. Toda catástrofe natural é prato cheio para os fundamentalistas de plantão. Fico imaginando: o roubo da Petrobras seria suficiente para reconstruir duas vezes o Nepal. Terremoto no Brasil se chama políticos, esses causam a devastação do nosso povo.
MÁRIO FUZETO (técnico contábil) Itambaracá





