‘Anjos da guarda’
Em nosso país onde criminosos, principalmente os de colarinho branco, ficam impunes, apesar das provas contundentes, existe uma entidade que sempre aparece para protelar ou mesmo anular as acusações contra os poderosos, principalmente quando se aproxima do poder central. Os "anjos da guarda" são figuras proeminentes de Brasília, como ministros de Estado, procuradores, ministros dos Tribunais Superiores, juízes e parlamentares. O último exemplo: três ministros do STF mandaram soltar empreiteiros corruptos presos na Operação Lava Jato. Chega a ser risível os argumentos que tentam justificar a manobra. As provas existentes já seriam suficientes para condenar empreiteiros e políticos, mas como os nomes de atuais e ex-dirigentes do País e partidos no poder apareciam como prováveis beneficiários dos milhões surrupiados de uma estatal, surgem os anjos para acalmar e desestimular confissões que levariam para o mar de lama quase todo o governo atual e anterior. Tudo indica que caminhamos para mais um espetáculo, no qual a canalhice, o roubo desenfreado e a desonestidade saem vencedores. Parece que os anseios da população demonstrados nos protestos recentes nada significam para os poderosos de plantão. A corrupção no Brasil causa muito mais danos e mortes à população do que o tráfico de drogas, que a violência nas estradas e os desastres naturais. Deveríamos pensar nisso.
DARCY BRAZ GUEDES (mecânico) – Londrina

Manifestações
Do meu escritório, situado em um prédio do Calçadão de Londrina, escuto, há duas semanas, queira ou não, as manifestações dos professores e alunos da rede estadual de ensino. Estou tão acostumada que já os identifico pelas vozes, principalmente as de figuras políticas de Londrina. O que me deixa curiosa é que, em todo este tempo, não ouvi uma só reivindicação a respeito do Fies, de suas inscrições canceladas e da simplória declaração do ministro da Educação de que "acabou o dinheiro". Afinal, essa não é uma "Pátria Educadora"? Será que o Fies não é um assunto importante para ser também reivindicado? Ou será que ele não é mencionado por ser um "assunto de alçada federal" e os manifestantes querem, apenas, resolver assuntos "estaduais"? Vou continuar aguardando, de minha janela, para ver se ouço uma só voz se levantar pelo "finado" Fies.
NINA CARDOSO (aposentada) – Londrina

Justiça tardia
A Justiça brasileira tarda, mas não falha e nem pune. A empregada degolada pela artista plástica e seu filho é que foi punida com a perda de sua vida. Por que não puniram com rigor os assassinos da menina Neila Ribeiro e das duas nisseis na década de 1970 e da Amanda Rossi, morta em 2007 na Unopar? Seriam os autores gente da alta sociedade e por isso imune às leis? Com certeza, sim! Afinal, este é o país da impunidade. Não o fosse, faltariam cadeias e penitenciárias para recolher criminosos que pululam país afora. Mas a justiça de Deus não falha, todos vão morrer.
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) – Londrina

Vigilância aos políticos
É insignificante a cultura do brasileiro de acompanhar os políticos eleitos. Fosse feita uma pesquisa, ficaríamos surpresos pelo alto percentual de eleitores que não se lembra sequer da destinação dos seus votos na última eleição municipal, estadual e federal. Vamos acompanhar e cobrar dos nossos vereadores, deputados estaduais e federais os projetos apresentados e as suas votações. Em se tratando de votações, não podemos deixar de citar os votos dos nossos representantes na Assembleia Legislativa sobre a Paranaprevidência. Votaram a favor: Cobra Repórter (justificou que o voto ratifica o tomá-lá-dá-cá entre ele e o governador) e Thiago Amaral que, pela segunda vez, num curto espaço de mandato, se acovardou, não atendendo a imprensa para justificar o seu voto. Votou contra: Tercílio Turini. Em função da justificativa do deputado Cobra, vamos ficar atentos sobre possíveis retaliações do governo a projetos de Turini.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) – Londrina

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