Transporte de massa
Venho acompanhando os comentários sobre o aumento da tarifa de transporte urbano em Londrina, cujo valor saltou de R$ 2,95 para R$ 3,25, o que corresponde a 10,17%. Tal situação se deu em função do juiz determinar que fosse concedido por força de contrato os 7,5% de lucratividade. A lucratividade já não está considerada na planilha de custos? Mal elaborado ou não, acredito que o juiz teria prerrogativas para avaliar e ponderar melhor sua decisão não concedendo a citada majoração. O que espanta são as reclamações sobre o alto valor da tarifa, por sinal uma das mais altas do País. Porém, muito pouco se fala sobre o péssimo serviço prestado pelas empresas detentoras da concessão (duas apenas). E o prefeito sugere retirar os cobradores que ainda existem, fato que sobrecarregará os motoristas. Além de tirar a atenção da função primeira para a qual O motorista foi contratado, colocará em risco tanto os passageiros quanto outros veículos bem como pedestres. Creio, senhor prefeito, que com sua expertise e sua equipe achará outros meios. Se os usuários querem redução de tarifa bem como melhoria do serviço, minha sugestão é simples: não entrem nos ônibus! Se todos os bancos estiverem ocupados, aguardem o próximo. Se também estiver com todos os bancos ocupados, aguarde outro e assim sucessivamente. Você poderá chegar atrasado ao trabalho, mas após isso as empresas e o poder público tomarão atitudes para solucionar as duas questões fundamentais: reduzir o preço e melhorar o serviço.
ALFREDO CARVALHO (administrador de empresas) – Londrina

Pluralidade de interpretação
Muito feliz as colocações do leitor Yochiharu Outuki (Opinião, 7/5) sobre o confronto do dia 29/4 que se deu no Centro Cívico, em Curitiba. Só desejo acrescentar o que me incomoda. Quem não espera e não pretende tomar atitudes de conflito precisa preparar soluções químicas para aliviar sintomas de spray de pimenta e gás lacrimogêneo?
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor)- Londrina

Mantendo mordomias
Já esta na mídia a "excelente" notícia de que o governo vai manter as verbas triplicadas para os partidos políticos. Cadê o sacrifício deste governo no ajuste econômico para melhorar a situação do País? Sacrifício? Claro que é só o povo que tem que fazer para poder pagar as contas da exuberância de desvios, falcatruas, mensalões e petrolão. E de novo é você eleitor que vai ficar com as "calças justas", enquanto eles continuarão ter seus privilégios, mordomias e continuar fazendo a festança com os nossos suados impostos! Quando isso vai acabar minha gente? É inacreditável. Onde vamos encontrar socorro? E os envolvidos já devolveram todo o dinheiro aos cofres públicos? Exigimos que se faça a prestação de contas.
MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) – Londrina

Uma luz no fim do túnel
Na coluna do Cláudio Humberto (Política, 19/4) foi informado que o senador Alvaro Dias está encontrando dificuldades em aprovar uma PEC de sua autoria que reduz o número de Senadores de 3 para 2 por estado da Federação e em 20% o número de deputados federais. Sensacional! Não me lembro de ter lido notícia melhor para nosso país. Vamos todos nós, leitores da Folha de Londrina, começarmos uma campanha nacional de apoio a esta ideia que, com certeza, trará economia a nosso país via salários, benefícios, acomodações, manutenção de gabinetes, fundo partidário, etc. Divulguem para todos que você conhece inclusive de outros estados. Vamos cobrar dos atuais eleitos a aprovação desta mudança. Vamos usar como argumento o mesmo que utilizaram conosco em Londrina quando os vereadores aumentaram estratosfericamente seus salários: "Não é para nós, é só para a próxima legislatura". Converse sobre isso, mande e-mail, whatsapp, pregue até um cartaz no banheiro do seu emprego. Se ganharmos esta, que está bem fácil, estaremos articulando uma mobilização que poderá mudar tudo mais que queremos em nosso país.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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