Obrigado pela vida

Passamos cerca de nove meses abrigados e protegidos dentro de um lugar incrível que nos ofertou tudo o que fosse necessário para a sobrevivência. E, após a descoberta do mundo, aprendemos a chamar de "mãe" aquela que acompanhou nossos primeiros passos em direção à vida adulta. Em nossas histórias, sofremos, choramos e vibramos com cada etapa vencida – porém, nunca sozinhos. O amor de mãe é aquele que nos acompanha e não espera nada em troca. Cientes disso, este domingo é um dia dedicado a elas: às mulheres as quais nos amam de uma forma sublime que supera todas as adversidades. Que saibamos ser gratos por cada carinho recebido e que possamos celebrar, seja com um abraço real ou em pensamento, um presente que a vida abriga em nossos corações.
MILENA CRISTINA OUTUKI (estudante de Medicina) - Itambaracá

Cunho político ou não?

Nós que participamos das passeatas contra o maior desvio de verba pública da história, envolvendo vários partidos, certamente, somos solidários aos professores e demais servidores vítimas do desgoverno do Paraná. Legítima a luta pelos seus direitos conquistados ao longo dos anos de trabalho árduo. Deveríamos promover panelaços e passeatas. A lamentar, somente, a ausência da APP e demais bandeiras de sindicatos, que estavam no Centro Cívico, nas nossas passeatas recentes em todo o Brasil. Fica a pergunta : há cunho político ou não nas manifestações que deveriam ser pacíficas e apartidárias? A motivação não deveria ser, sempre, a luta pelos direitos da população e o protesto diante de tantos desvios?
ROBERTO Y. HIRAZAWA (engenheiro civil) – Londrina

Por quê?

Por que tanta raiva dos educadores? Por que tanto desprezo pela educação? Por que o desinteresse pela formação das novas gerações? E a resposta será sempre e apenas uma: educação não dá lucro em curto prazo! Então, para que investir e valorizar se o retorno virá em 20, 30 anos? Gastar recursos para os louros ficarem para outros governantes? Jamais! Sou professora há 35 anos (28 deles na rede pública do Estado) e durante todo esse tempo vi e vivi muitas greves, humilhações, agressões (não me esquecerei jamais o 30/8/88!), falsas promessas, campanhas políticas embasadas em uma educação de qualidade, na valorização do professor e blablablá, mas também me emocionei e me senti realizada com um bilhete carinhoso de um aluno: "Você foi a melhor professora de português que eu tive" (um elogio sem nenhum interesse escuso), um cumprimento, um abraço de ex-aluno. Somente alguém com uma grande experiência em salas de aula pode mensurar o poder transformador da educação. Presenciar as mudanças pelas quais os educandos passam durante sua vida escolar é algo mágico! Se os governantes tivessem essa bagagem no currículo, com certeza, o tratamento e o investimento na educação seriam outros. Pensariam no futuro e não no agora, em sua carreira política. Não teriam medo, sim medo, de formar gerações pensantes, críticas, capazes de analisar e discernir sobre propostas e promessas de campanhas, pronunciamentos, CPIs, projetos de lei... Não se investe em educação por que um povo inculto é mais fácil de ser iludido! Em pouco tempo estarei aposentada e, depois de uma vida em escola pública, tenho certeza que sentirei que algo ainda ficou por fazer, que aquilo que deveria ser mudado, não mudou, não mudará, pois o imediatismo e o egoísmo dos governantes sempre impedirão o crescimento do povo. Lastimável!
ELENICE SAVIANI (professora) – Londrina

O que podemos esperar?

Após ver as fotos e imagens da repressão da PM aos professores dia 29/4, em Curitiba, o que podemos esperar de políticos que administram a máquina pública do jeito que bem entendem colocando o interesse próprio na frente do interesse do povo, que é quem paga a conta de todos os seus erros? Fico muito triste em ver novamente as imagens de professores sangrando na luta pelos seus direitos. Vejo que o diálogo político acabou, o que vale é a lei do mais forte. Ao ver a entrevista do governador me lembrei da prepotência de um ex-presidente cassado.
VINÍCIUS ARAUJO RÉ (administrador) – Cambé

Não é assim que se faz

Há duas formas de se chegar ao governo. Pelo populismo barato em que a população ignara se deixa levar pela lábia do malandro ou, por um passado, fatos ou feitos que dignificam o candidato. No segundo caso, um povo educado e culto o elegerá. O Paraná, terra de abnegados professores educaram e formaram cidadãos de bem, qualificando um eleitorado patriota, onde o incapaz não prospera. Esta classe é para ser exaltada, admirada e respeitada. É gente em que confiamos nossos filhos para que se formem cidadãos de bem e nem por flores podem ser agredidas. Muito menos sr. governador por cassetetes, balas de borracha e cães. Temos que separar as coisas: polícia tem que proteger nossos cidadãos e mestres e soltar a borracha e cães em ladrões que pululam por aí. Atualmente, seria de muito bom tamanho se a borrachada fosse distribuída em políticos e governantes, país afora.
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) – Londrina

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