Quarto Reich?
Dizem os sábios que quando todos acreditam em uma mentira, ela se torna verdade. Foi assim com o nazismo de Hitler, com o fascismo de Mussolini ou o franquismo de Franco. Mas como disse Abraham Lincoln: "Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo". O governo do Paraná diz que a atrocidade cometida pela sua polícia contra os professores em sua manifestação, legítima e democrática (aliás, as imagens da barbárie correram o mundo e indignaram o nosso povo que sabe da importância da liberdade de manifestação e também das reivindicações dos professores) foi para combater os black blocks infiltrados junto aos educadores, o que ninguém viu nas imagens. E agora surge um homem que poderia ser o "Rudolf Hess" da vida tentando imputar a alunos e professores de medicina e enfermagem da UEL, que preparavam medicamentos para aliviar os efeitos dos gases e spray de pimenta jogado contra os manifestantes, a pecha de terroristas manufaturando coquetéis molotov para atirar contra os policiais. Ora, façam-me um favor!
SERGIO GIAVARINA (professor) - Jataizinho

Pluralidade de interpretação
Foi constrangedor o confronto entre professores e Polícia Militar, em Curitiba, no dia 29/4. No sistema democrático, as partes devem exercer seus direitos sempre buscando um consenso. Por outro lado, há de se considerar aquele velho dito popular: "Quando um não quer, dois não brigam". Portanto, a PM cumpria a liminar, os professores exerciam seu direito de greve e protesto pelos seus direitos e estava tudo bem. Como se iniciou o conflito? As imagens nos mostram que alguém começou o tumulto. Qual foi a parte que derrubou a grade de proteção da linha divisória entre os dois lados? Quem foi que pressionou a PM com violência a recuar da linha divisória? Quem praticou o primeiro ato de desrespeito à lei e ordem? A PM exagerou? Sim! Poderia utilizar de violência exagerada? Não! Usar força moderada? Sim! Os professores, alunos e outros iniciaram o conflito? Sim! Poderiam protestar sem violência? Sim! Grupos políticos de oposição estavam insuflando a violência e invasão? Sim! Devemos refletir sobre os erros cometidos de ambas as partes e sermos imparciais em nossa análise, até a própria imprensa, para que atos como esse jamais aconteçam. Cadê o protesto nacional contra o governo federal frente os desmandos econômicos e a corrupção que estão afetando nossas vidas e não somente uma classe? Jamais esqueçam disso.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

A quem interessou o confronto?
Milhões protestaram pacificamente em todo o Brasil nos dias 15 de março e 12 de abril. A pauta foi o impeachment do desgoverno mais corrupto, medíocre e incompetente de nossa História. Não houve incidentes e nenhuma prisão foi registrada. Nenhum confronto com a PM, atos de vandalismo, depredações ou mesmo invasão de assembleias nos estados ou do Congresso em Brasília. Cenário bem diferente dos protestos organizados pelo MST, CUT, PT e MTST. Manifestações pacíficas não geram retaliações. A quem interessou o confronto?
PAULO AUGUSTO FARINA (advogado) - Rolândia

O que aconteceu?
Fiquei muito triste com os acontecimentos do último dia 29/4 em Curitiba. Estado da Federação ícone na gestão pública, referência no ensinamento a jovens do Brasil e do mundo, formador de opinião, onde eu e meus colegas tivemos parte de nossa formação universitária, é estarrecedor repentinamente ver a competência intrínseca do Paraná desabar. Ora, se o Paraná foi e tem sido referência nessa questão, tudo isso implode com o desrespeito de políticas e políticos insensíveis ao povo e sua história. O que dizer quando a própria casa é despojada?
GILBERTO YESOM PETRY (estudante) – Londrina

Correção
- Ao contrário do informado na matéria "AACD faz mobilização por construção de sede" (Cidades, 6/5), a campanha é liderada exclusivamente por mães de crianças com deficiência, sem o apoio da Associação de Assistência à Criança Deficiente.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG,
en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal.
E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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