Terceirização e telecatch
A ampliação, a manutenção ou a restrição das hipóteses legais de terceirização não representa avanço importante na regulamentação das relações de trabalho. É difícil encontrar a relevância dada ao debate sobre o assunto. O PL 4.330/2004, depois de passar por até 15 meses sem qualquer movimento, teve sua tramitação estagnada em abril de 2014 e em 2015 passou a tramitar em regime de urgência. Nesse interregno, por coincidência, houve a publicação de decisão do ministro Luiz Fux em Recurso Extraordinário (ARE 713.211) reconhecendo a existência de repercussão geral na questão da terceirização da atividade-fim debatida em processo no STF. A regulamentação da própria terceirização já ocorreu em parte pelo Judiciário (súmula 331/TST) e em outros casos o Congresso se apressou para não ser superado pelo STF, como no caso da regulamentação do direito de greve no serviço público. Se assim for, o debate em torno da terceirização se afasta perigosamente do pragmatismo técnico e se aproxima muito do telecatch.
ED NOGUEIRA DE AZEVEDO JÚNIOR (advogado) – Londrina

Tragédia anunciada
A realidade do governo estadual é trágica. Falido, busca no fundo previdenciário cobrir o rombo que ele mesmo impôs. No entanto, este governo não se transformou nisso do dia para noite. Era possível visualizar como tudo era superficial, como a política era vivenciada de forma irresponsável, como os projetos do Estado eram inexistentes. Um retrato de como apoios e discursos nem sempre condizem com a realidade. Não podemos esquecer que este governo foi eleito com a grande maioria dos votos de nós, londrinenses. Podemos esperar anos difíceis pela frente e, com certeza, muito arrependimento.
JACQUELINE MICALI (assistente social) - Londrina

Desrespeito aos idosos
Meus pais já idosos possuem cartão que permite estacionar o carro em vagas destinadas aos idosos, mas no aeroporto de Londrina é só desrespeito. Sempre há carro na vaga e sem o cartão que é obrigatório. O pior ocorre nas vagas de embarque e desembarque: as pessoas simplesmente largam os carros estacionados lá! Cadê a fiscalização? Cadê o respeito pelas vagas de idosos?
ADRIANA KINOSHITA MINAMI MIYAMOTO (secretária executiva) – Curitiba

Parto normal x cesariana
Sigo as notícias na imprensa e atualmente fala-se muito que a média de cesarianas está alta,fora dos padrões. Mas o que é certo e para quem? Tenho dois filhos de parto normal, mas não recomendo a ninguém: é dor, mal-estar e sofrimento desnecessário. Se puder nascer com calma e tranquilidade em uma cesariana, é bom para a mãe e para o bebê. Estamos em uma época que tudo está tão livre, por que a mulher não pode escolher seu próprio parto? Para quem é o benefício do parto normal? Hospitais públicos, planos de saúde que gastam menos nos partos normais? Deixem as mulheres optarem como querem ter seus filhos e que o Ministério da Saúde se preocupe com as filas nos hospitais e postos de saúde, falta de leitos, acomodações precárias, erradicar dengue e tantas outras doenças.
LUCIMEIRE GASPARIN MARTINS (comerciante) – Londrina

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