Professores, desculpem-me

Venho por meio desta singela carta me desculpar pelo meu voto a governador nas eleições de 2014. Na época, acreditava fazer o melhor pelo nosso Paraná e suas políticas públicas. Não que eu achava o então governador do Estado o candidato mais digno, mas na minha opinião dentre as possibilidades esta foi a melhor escolha. No entanto, com todos os acontecimentos desde o começo do ano, e com as atrocidades ocorridas nesta semana, sinto-me envergonhadíssima de ter contribuído para tal massacre contra todos aqueles que exercem uma das mais belas profissões existentes em nossa sociedade. Professores, perdoem-me por colaborar aos jogá-los nos dentes do leão com toda a sua corja violenta e desrespeitosa. Mestres devo-lhes as minhas sinceras desculpas e não vou cansar de repetir o quanto me arrependo. Considero que nunca seja tarde para voltar atrás e lutar para que a paz e o respeito se estabeleçam novamente. Me junto a vocês nesta luta e o que puder fazer, vou fazer. Afinal são vocês que vão educar minha filha e a nova geração brasileira.
DÉBORA CORRÊA CATORI (empresária) – Londrina

Que País é esse?

Eleições após eleições, as promessas são sempre as mesmas e não se faz nada. Será que faltam recursos? Penso que falta critério nas escolhas de nossos representantes. Enquanto o nosso pensamento estiver voltado para algo que nos favoreça através de um candidato, pagaremos o preço da incompetência e depois da impunidade, não é mesmo? Já viram políticos presos permanentemente? O que aconteceu quarta-feira em Curitiba não deixa dúvida do retrocesso. Discutir uma mudança que atinge diretamente o ganha pão de um profissional que espera pela sua aposentadoria e ter essa decisão em 60 dias como comentou o governador, é mostrar o quanto ele é incompetente. Uma medida dessa necessita de entendimentos entre as partes e, caso não ocorra o consenso, basta apenas mudar o foco para outra alternativa que possa satisfazer a necessidade de caixa do governo. Quem sabe trabalhar e produzir riquezas não seria a melhor alternativa? O governo do Paraná juntamente com os nossos representantes da Assembleia Legislativa conseguiram destruir sonhos e ideais de muitos professores, infelizmente!
ADEMIR CAMPOLI (especialista em Gestão Pública) - Londrina

Paranaprevidência

Os inúmeros protestos contra o projeto do governo que mexe na Paranaprevidência são um direito daqueles que não concordam. Entretanto, os governantes de plantão ou temporários agem como se fossem donos da lei, sem consultar a população, sem ouvir os interessados, procurando impor sua vontade. Em pleno século 21, os "desgovernantes" oferecem, em Curitiba, um exemplo de autoritarismo e descalabro total com a atividade pública. Ao invés de procurar o diálogo e tentar entender os que combatem esse projeto, investem contra eles, furiosamente, causando feridos e aumentando a desordem. É profundamente lamentável o que está acontecendo, principalmente, por parte dos chamados governantes. Votei duas vezes no atual governador, mais pelo pai que ele teve, um grande lutador pela democracia. Errei, pelo menos no segundo voto porque agora estamos vendo a face oculta do trivial e insensível governador Beto Richa que procura tapar o sol com a peneira escondendo a sua péssima administração e demonstrando que sabe, somente, falar, dizer o que o povo quer ouvir. Porém, na hora de agir, joga cachorros e jato de gás contra o direito dos manifestantes e contra a democracia. Esse não é o governador que queríamos para o Paraná.
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) – Londrina

Fracasso do governo Dilma

Com apenas 13% de aprovação, Dilma mostra a sua incapacidade para exercer a presidência da República. Desde quando assumiu, em 2011, seu governo é medíocre e repleto de equívocos, trapalhadas e engôdos. Pode até ser vítima no projeto petista de perpetuação no poder e da sua máquina de desviar dinheiro público. Porém, também é culpada porque teve a oportunidade de estancar a roubalheira na Petrobras e não o fez, ou por obediência ao "capo" da organização criminosa instalada no poder, ou por impotência em romper a engrenagem da máquina da corrupção, mas nunca por desconhecer as falcatruas. O fato é que vamos ter que amargar tempos difíceis com aumento de impostos, de inflação alta, de crescimento do desemprego e de recessão. Com a autoridade da presidente enfraquecida, o governo está sendo conduzido a quatro mãos: Joaquim Levy impondo o ajuste para corrigir os desmandos, a dupla Renan Calheiros e Eduardo Cunha com seus oportunismos, chantagens e negociatas indecorosas e Michel Temer colhendo dividendos para o seu fisiológico partido. Dilma não teve força política nem para vetar o escandaloso aumento do fundo partidário, de R$ 289,5 para R$ 867,5 milhões, em pleno sacrifício financeiro imposto à população. E assumindo oficialmente a corrupção de R$ 6,2 bilhões e R$ 44,6 bilhões de má gestão, no balanço da Petrobras, reconhece a devassidão e a incompetência dos governos petistas.
LUDINEI PICELLI(administrador de empresas) – Londrina

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