‘Dia da Covardia’
O 29 de abril de 2015 via ficar marcado como o Dia da Vergonha, da Covardia e da falta de respeito com os professores e servidores do Paraná. Assisti atônita ao massacre no Centro Cívico. Vivemos numa democracia? Os representantes escolhidos por nós (o povo) estão nos representando dignamente e defendendo nossos interesses? A sensação que tive foi de indignação e de impotência diante de um governo ditador que não soube e nem quis ouvir seus servidores e que garantiu através do uso da força seus interesses, em detrimento da vontade, do bem-estar e de um futuro melhor para o povo. Parabéns aos professores (cidadãos de bem, trabalhadores, idealizadores de um Brasil melhor e mais justo)que bravamente defenderam sua categoria e que ingenuamente acreditaram que haveria uma sensibilização por parte do governo e dos parlamentares no sentido de desistir desse projeto. Vinte parlamentares votaram contra o projeto e demonstraram a consciência do absurdo que estava sendo imposto aos servidores do Paraná (a esses minha admiração pela atitude e pela hombridade), porém 31 deles votaram a favor do projeto e dos interesses do governo! Dia 29 de abril de 2015, um dia que ficará marcado na história do Paraná, para sempre, como um dia de dor e de tristeza! Estou em luto pela educação e pelos servidores do Paraná.
BRUNA MARIA DE MORAES NORCIA (médica) – Londrina

Avaliação da repressão aos servidores
Últimas notícias do Paraná: milhares de educadores fortemente armados de dignidade, coragem e razão obrigaram milhares de "indefesos" policiais militares escondidos atrás de inocentes bombas dispersivas, balas de borracha, jatos de água e cães a reagirem "até para defenderem as suas integridades físicas". Governador Beto Richa: zero em competência administrativa e 10 em truculência; secretário de (in)segurança Fernando Francischini: 10 em mediocridade e 10 em incompetência; presidente da AL, Ademar Traiano e + 31 deputados: 10 em subserviência, 10 em oportunismo e zero em interesse público; Judiciário: zero em coerência e 10 em injustiça; Educadores: zero em salário, 10 em dignidade e 10 em espírito de luta.
ALBERTO CHAHAIRA SOBRINHO (pedagogo) - Bela Vista do Paraíso

Mais sangue derramado
Provavelmente todos já tivemos os desprazer de ler notícias sobre assaltos em residência. Um enredo usual é o bandido chegar armado, render a família quando está chegando em casa, roubar tudo e ainda agredir a vítima. Pois é isso que o governador Carlos Alberto Richa está fazendo com os servidores: usou a Polícia Militar e colocou a arma na cara dos paranaenses que chegavam à Assembleia Legislativa e, enquanto proibia a entrada do povo em sua casa, tirou as economias, ou seja, as aposentadorias, pensões, economias de milhares de trabalhadores-eleitores que ajudaram, infelizmente, a elegê-lo. Triste destino nos aguarda, quanto sangue mais será derramado? Vale a pena trair assim?
ALLAN BUSSMANN (anatomista) – Londrina

O sombra aparece
Espetacularmente, Beto Richa saiu da toca. Vergonhosamente, virou manchete mundial. Dói a vergonha que estou sentindo. Parabéns governador e deputados cooptados. Continuem defendendo sua permanência nos cargos. A democracia diante de vossas atitudes ficou sepultada. As pessoas que estavam diante da famosa "Casa do Povo", enaltecida e valorizada no início de sua gestão com a retirada das cercas, são paranaenses. O mundo é redondo, não existem cantos para se esconder. O triste episódio vivenciado não será esquecido. Vamos gravar o nome do senhorio e dos 31 capachos que o serviram para no futuro serem alijados do processo político eleitoral. Com a palavra o Judiciário.
JOÃO HORWATICH FILHO (aposentado) – Londrina

Correção
Diferentemente do informado na matéria "AL vazia mostra desconexão com eleitores" (Política, 30/4), a frase correta do professor de gestão pública e de ciências sociais da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Horochovski, é: "O parlamentar é um broker, um intermediador de recursos entre a paróquia e o Executivo. E a sociedade já espera isso dele".

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