O que é isto, meu Paraná?
O dia 28 de abril de 2015 vai ficar marcado na história do Paraná por um episódio vergonhoso. Dia em que os principais jornaisdo Estado registraram as mais vergonhosas imagens da incoerência do governador Beto Richa e da Assembleia Legislativa. Uma foto ontem na Folha de Londrina estampa com impressionante fidelidade essa triste realidade em frente à Assembleia Legislativa: de um lado, cerca de 1,5 mil "vândalos" (segundo o deputado Ademar Traiano) professores; do outro, 1,2 mil ex-alunos e hoje policiais armados com cassetetes, em obediência aos ex-alunos, governador Beto Richa e o presidente da AL, Ademar Traiano. E, pior de tudo, com respaldo do também ex-aluno, o desembargador Dr. Luiz Mateus de Lima que determinou a volta dos professores ao trabalho. Entre professores e policiais, uma grade e um espaço vazio, um hiato... Por coincidência, bem no centro da foto, uma placa de trânsito: pare. Um pouco abaixo e à direita, uma professora com lenço lilás no pescoço, olhando para o fotógrafo, com o braço estendido, quase a dizer: "O que é isto, meu Paraná?". O governador precisa honrar sua palavra, reconhecer seus erros e, sobretudo, readquirir a confiança do povo paranaense. O Paraná foi transformado no terceiro estado mais caro do Brasil. Não era isso que o eleitorado esperava, mas nem por isso os funcionários públicos, liderados pelos professores, vão aceitar esse assédio à ParanaPrevidência.
JOSÉ LAURINDO PETRI (professor) - Ibiporã

Depredação do patrimônio público
O presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano, ao justificar a "blindagem" do prédio do Legislativo por policiais militares afirmou: "Não podemos permitir que vândalos possam depredar o patrimônio público". É bom lembrar o nobre parlamentar que os maiores vândalos que depredam o patrimônio público são os próprios deputados parasitas com seus elevados subsídios e mordomias, em detrimento dos parcos salários dos professores. É triste ver que em pleno século 21 ainda existe, o que é pior, aqui no Paraná o "muro de Berlim"!
MASSAKI FUJIMURA (professor aposentado) – Terra Rica

Desrespeito aos professores
Triste e constrangedor para nós cidadãos saber que a primeira atitude do governador Beto Richa (PDSB), após saber do retorno da paralisação dos professores, foi acionar a força policial nos arredores da Assembleia Legislativa. É uma atitude de quem governa com olhar na repressão e na falta de diálogo e, sobretudo, de respeito aos mestres da educação que transmitem educação, saber e cultura a nossas crianças e adolescentes.
CÉLIO BORBA (artista plástico) - Curitiba

Por ser de Justiça
Com relação ao comentário do sr. João Paulo Shiniti Itimura Yagui (Opinião, 27/4), subprofissionais existem em qualquer categoria, seja agricultor, advogado, professor ou médico. O que não faz de uma pessoa subprofissional é sua condição social, econômica, opção sexual ou nacionalidade. Se admitirmos que cubanos são subprofissionais em relação aos brasileiros temos de admitir que em relação aos europeus somos subprofissionais. Quando um gay sofreu uma injustiça me calei, quando um pobre foi injustiçado fiquei quieto, quando um negro foi humilhado fiz de conta que não vi, quando finalmente fui a vítima olhei para os lados e não havia quem me defendesse.
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) – Londrina

Dengue e exagero
O professor Rubem Cauduro (Opinião, 26/4) exagerou ao atribuir os casos de dengue à presidente Dilma, pois os governos até que fazem sua parte. Todavia muitos moradores deixam seus quintais sujos, não fazem nada nessa guerra que os brasileiros estão perdendo. Conheço muitas pessoas que trabalham contra o mosquito da dengue, mas sei que tem muito sujismundo que trabalha como agente duplo ajudando na proliferação dos mosquitos. O governo pode ser culpado pela infestação de ratos, mesmo assim são limpinhos de colarinho branco.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

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