Por ser de Justiça
Venho manifestar-me em defesa da classe médica. Não que estes nobres profissionais necessitem do meu apoio, no entanto, a cada dia me parece mais evidente que se orquestra uma campanha de difamação que não deve passar despercebida. Antes uma classe admirada (com toda a razão), desde o empossamento do PT no poder iniciou-se a organização de sistemáticos ataques aos médicos em geral. Uma estratégia das mais nefastas - diga-se de passagem -, pois enquanto se leva o SUS à bancarrota, joga-se toda a culpa da falência desse sistema nas costas daqueles que lutam todo o dia para sustentá-lo. Não raro, se escutam reclamações sobre a demora no atendimento no SUS, voltadas aos médicos. Como se fossem eles os culpados pela falta de estrutura e funcionários, nesse caos chamado Sistema Único de Saúde. O PT, com a ajuda da esquerda desmiolada, conseguiu colar nessa nobre classe variadas pechas: de insensíveis a mercenários, de corporativistas a corruptos. Que não me falhe a história, trata-se da mesmíssima estratégia adotada pelos nazistas contra os judeus. Tamanho o achaque que o governo logrou trazer de Cuba dezenas de milhares de subprofissionais médicos que, ao receberem seus subsalários, tomam o lugar que por direito seria dos profissionais brasileiros. E fora adorado pelas massas. Pudera, estava protegendo o país desses médicos dinheiristas que não aceitavam as condições do trabalho oferecido. Devemos desconfiar de todos aqueles que se autoagraciam o título de defensores dos pobres e oprimidos. A história - que novamente, não me falhe - está recheada de exemplos de governos que se iniciaram como dóceis defensores dos direitos do "povo", e findaram-se como sangrentas ditaduras.
JOÃO PAULO SHINITI ITIMURA YAGUI (advogado) – Londrina

Maioridade penal
Finalmente, o Congresso Nacional sinaliza para aprovação da responsabilidade penal diminuída. Este tema já fez "correr rios de tintas" e ainda hoje repousa em berço esplêndido sem solução alguma. Em contrapartida, a sociedade se vê mergulhada num lamaçal de violência praticada por delinquentes acobertados pelo manto da impunidade em face da menoridade. É de pasmar as mais variadas justificativas sobre o assunto, sem o menor senso crítico no próprio Congresso. Chegam ao disparate de dizer que tal fato vai resultar numa superlotação das prisões a ponto de não se ter local para colocar presos. Outros dizem que o adolescente necessita de educação e não prisão. Sim, necessita, mas não pode ficar isento da punição dos crimes cometidos. Educação é a médio e longo prazos. Responsabilidade penal eficiente necessita tê-la "para ontem". É só indagar a centenas e milhares de vítimas dos tais menores para avaliar a devassadora nocividade por eles praticada contra a população de bem.
ANTÔNIO FRANCISCO DA SILVA (advogado) – Ibiporã

Cela especial
Se a Constituição brasileira preconiza que todos somos iguais perante a lei, por que cela especial para portadores de diploma de curso superior? Ainda mais nos dias atuais que, com essas faculdades caça-níqueis em plena atuação, o futuro graduado não precisa nem saber escrever o próprio nome, basta assinar com o polegar e sair com o canudo.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Greve nas universidades
Está chegando o momento de manter o pleno estado de greve dos servidores e com funcionamento normal das universidades públicas. Essa tese sustenta-se devido ao calendário escolar obrigatório de 2015 estar comprometido com a greve anterior. Isso invoca a lei da responsabilidade civil, pois os estudantes não devem ser prejudicados com discussões ambíguas entre patrão e empregado (governo x servidores). O bom-senso nos mostra que o caminho a ser seguido é o da Justiça. As universidades têm representantes competentes na área do Direito para sua defesa e, com certeza, têm capacidade para reverter atos do governo que são inconstitucionais e ditatoriais, preservando os direitos adquiridos dos funcionários públicos.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

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