Maioridade penal
Aqueles que são contra a redução da maioridade penal, como o padre Manuel Joaquim (Espaço Aberto, 16/4), deveriam refletir sobre o seguinte: o poder público não consegue dar praticidade ao ECA; o estatuto é uma teoria que se arrasta há 24 anos. As "crianças perigosas", como os não reducionistas gostam de afagá-las, na verdade são homens bandidos de 16 e 17 anos. Dizer que quem defende a redução tem sede de sangue é uma inversão irresponsável de valores. Quem teve familiares inocente e covardemente assassinados por esses "coitadinhos inimputáveis" e quem já ficou na mira dos canos de seus revolveres, sabe muito bem quem está sedento por sangue. Eles agem até com mais consciência e requintes de crueldade que os bandidos adultos. A falta de vagas nas prisões não pode ser justificativa plausível para deixá-los soltos e delinquindo. Se 87% da população enxerga que a redução da maioridade pode trazer benefícios, por que 13% quer impor, a todo custo, suas ideias de um protecionismo leniente? A cada geração, os adolescentes se desenvolvem mais rapidamente. Jovens de 16 a 18 anos já são independentes e têm plena consciência dos seus atos. Portanto, ficaria mais fácil assistir aos menores de 16 anos que, por razões lógicas, teriam menor tendência de serem cooptados pelo crime. A alegação que a criminalidade vai avançar sobre eles é ilação meramente hipotética.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

Reverenciar Jesus Cristo
Com relação ao artigo "Formas mais belas de reverenciar Jesus", do jornalista Walmor Macarini (Opinião, 10/4), concordo plenamente com o articulista quando afirma que são angustiantes as formas de reverenciar Jesus em encenações feitas durante a Quaresma com passagens violentas, notoriamente durante seus últimos dias até a crucificação. O filme "A Paixão de Cristo" não consegui assistir até o final em função da crueldade apresentada depois de seu julgamento pelos judeus. Nas narrativas dos evangelistas e nos atos dos apóstolos existem muitas outras coisas belas para serem mostradas. É a melhor forma para se reverenciar Jesus Cristo.
HENRIQUE GARCIA CORDOBÉ (aposentado) – Paranavaí

Eliminação do LEC
A derrota do Londrina por 3 a 0 para Coritiba estava prevista. Time que entra em campo pensando no empate, raramente ganha. Essa derrota do LEC é semelhante à eliminação do Maringá para o próprio Londrina nas quartas de final do Paranaense. O Maringá também só precisava do empate, mas se deu mal. A exemplo do Londrina, o Cruzeiro também almejava um empate contra Atlético mineiro e não deu outra coisa: perdeu por 2 a l. Em 2014, o Corinthians podia tomar até 3 gols do Atlético mineiro, mas levou de 4 a 1. Como no futebol toda regra tem sua exceção, isso não se aplica aos times de elite como Barcelona e Real Madrid.
OSAMU ARAZAWA (contador) – Londrina

Honraria equivocada
O título de cidadão honorário proposto pelos vereadores de Londrina para homenagear o ex-vereador Cleber Tóffoli, em minha opinião foi totalmente descabido e impróprio. Esse cidadão, no caso da roubalheira na AMA/Comurb, foi suspeito de prevaricar. Poucos meses atrás, outro vereador propôs dar nome de Edson Siena a um dos viadutos da PR-445, sendo que, segundo se sabe, esse senhor recebia cheque da Comurb para fazer campanha para o filho do prefeito à época. Diante dessas situações, entendo que seria de bom alvitre homenagear também o ex-prefeito cassado Antonio Belinati com título semelhante. Será que esses vereadores são tão mal informados e não têm conhecimento desses fatos ou são mal intencionados?
ROBERTO ANTONIO DE CARVALHO (aposentado) – Londrina

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