OPERAÇÃO BANESTADO
Não vou entrar no mérito, mas gostaria de entender o porquê de um banco, das dimensões que era o Banestado, quebrar quando a maioria dos bancos apresentam lucros estratosféricos. E mais, por que, com exceção de um ou outro político, os demais fazem "corpo mole" quando se insinua em investigar a origem dessa gigantesca dívida (impagável, segundo o governo) assumida pelo Estado? Veja que nem as sedes desse banco, com prédios próprios nos centros das principais cidades do Paraná, entre muitos outros patrimônios, com valores imobiliários altíssimos, ajudaram a na sua liquidação, tamanho era o rombo ali existente, tendo por isso a União de intervir para conseguir liquidá-lo, deixando o Paraná refém dessa divida monstruosa. Quem acha que isso é coisa do passado, tenha em mente que o Estado paga mensalmente R$ 80 milhões para a União referente à divida deixada pelo banco e que estamos pagando isso. Se existem culpados ou se foi uma fatalidade econômica, não sei, mas que o povo paranaense (que não tinha nada com o banco) também pagar mais essa conta. Aí é demais né?
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (escritor e advogado) – Londrina

Parabéns, Londrina E.C.!
No dia 5 de abril de 1956, um grupo de abnegados esportistas fez surgir o Londrina E.C. Nascido "O Caçula Gigante", hoje é o destemido Tubarão. Nesses 59 anos de vida oscilou entre o céu e o inferno com rapidez e facilidade impressionantes. Esteve à beira da falência e, como a fênix, ressurgiu das cinzas em várias oportunidades. Tetra campeão paranaense, campeão da Taça de Prata e um dos quatro melhores do Brasil em 1977, calou torcidas famosas no Pacaembu e em São Januário. No Estádio do Café venceu grandes equipes brasileiras, em jornadas épicas, que o fez sedimentar o nome futebolístico de Londrina no cenário nacional. Também já amargou a 2ª divisão estadual e quase foi parar na terceira. Os acordes do seu hino e as cores alvicelestes da sua camisa inconfundível e da sua gloriosa bandeira emocionam e fazem fervilhar a paixão da sua torcida. Foi gerido por homens de grande estirpe, artífices de memoráveis conquistas, mas também foi vítima de picaretas do futebol que quase o fizeram desaparecer. Hoje, em mãos seguras, gestado por uma parceria eficiente, busca atingir um patamar mais elevado no futebol brasileiro. Assim segue o nosso Tubarão, muitas vezes festejado e outras provocando frustração, como é normal e próprio do futebol. Todavia, pelo histórico de suas conquistas e pela alegria que nos proporcionou em 2014, nesse momento merece e está precisando de maior carinho e mais assiduidade do torcedor nos seus jogos. Feliz aniversário, querido Tubarão!
LUDINEI PICELLI (empresário) - Londrina

Corrupção, crime hediondo
Não são poucas as descobertas de fraudes em concursos públicos, vestibulares e até em avaliação escolar. Também são inúmeras e gritantes as mazelas em licitações e serviços públicos. Os cartéis, movidos pela propina dada a quem tem o dever de fiscalizar e regular a contratação, constituem o maior escândalo até hoje descoberto na economia nacional. O mal é tão devastador que chega a instabilizar governos e fazer tremer o Legislativo, por vezes, até o Judiciário. A promiscuidade é tanta que, muitas horas, leva à crença de que, sem esquemas de favorecimento e propina, ninguém consegue trabalhar nesta terra. A corrupção, em todos os níveis, tem de ser tratada como crime hediondo porque, desviando a finalidade do dinheiro público, mata o povo por falta de saúde, educação, moradia, trabalho, segurança pública e outros serviços fundamentais.
DIRCEU CARDOSO GONÇALVES (policial militar) – São Paulo

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