Buraco
Na Rua Primo Campana, havia um buraco bem no meio, quase junto à linha férrea. Foi encaminhado ao órgão competente, que casualmente é vinculado à Prefeitura de Londrina, um abaixo-assinado para que cuidassem do distinto. E cuidaram muito bem e bastante rápido, coisa de uma semana a dez dias. Tão bem cuidaram que o danado tá crescendo. Quase que engolindo carros e caminhões que lá trafegam. Se esperarem mais um pouco, poderá talvez engolir o trem. Se bem que são veículos transportando produtos agrícolas, quando não, insumos para indústrias instaladas naquele parque, ou ainda, carro de trabalhadores que tentam chegar ao serviço. É que trabalhar no Brasil é uma vergonha! Então, não é uma gracinha o serviço público desta pujante cidade?

RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) - Londrina



"Carimbaço" e caneta na mão
Em Londrina não existe nada que facilite a vida do empreendedor, muito pelo contrário. É prática comum meter a mão no bolso de quem quer investir aqui, basta ver a vergonha que diversos personagens da Receita Estadual de Londrina estão passando. Graças ao bom trabalho do Gaeco, não tenho dúvidas que muitos empresários que recebiam visitas mensais dos pulhas estão satisfeitos por verem que suas pragas rogadas foram atendidas. Apesar das prisões, esses bandidos, e tantos outros, ainda contribuem para que Londrina fracasse industrialmente e emperre sua economia cada vez mais. Talvez toda essa situação a cidade vive hoje seja a oportunidade para se acabar de vez com a incompetência dos que vivem de "carimbaço" e caneta na mão, que não colaboram com a geração de emprego e que não agregam absolutamente nada à vida dos londrinenses.

ROBERTO TEIXEIRA (empresário) – Londrina



O povo na rua
Não teve época assim na nossa República. São muitos os presos importantes e políticos investigados, muitas falcatruas mostradas escancaradamente nos órgãos de comunicação. O coronelismo cria leis para serem fraudadas, como é o caso do orçamento de 2014; expede decretos estabelecendo normas que não são aplicáveis. Além disso, a administração pública foi retaliada por 39 ministérios. Os economistas dizem que o crescimento do PIB brasileiro em 2015 será de 0,1% e que vai aumentar o desemprego. Apesar de tudo isso, o povo está descobrindo a rua, como fez com o "Fora Collor" e com as "Diretas Já". Pois bem, esse coronelismo já não está suportando o grito das ruas. O governo precisa cortar na própria carne: dissecar os assessores; os concursados dão conta do serviço público; reduzir esses ministérios e cortar os privilégios. A economia de guerra poderá gerar um futuro promissor ao País, afinal somos todos irmãos. Vamos todos para a rua, vamos cobrar o que é nosso.

SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) – Londrina



Como se empobrece um povo
O grande instrumento para empobrecer a maior parcela da massa trabalhadora e produtiva de uma nação é a inflação, ao passo que uma outra parte privilegiada se enriquece ainda mais. Assim, quando aumenta ou autoriza vencimentos – ganhos - acima da inflação, de categorias como políticos, mensalidades diversas, parte do funcionalismo público, executivos de estatais, passagens de transportes, energia elétrica, água, gás, combustível, impostos, e principalmente juros, em detrimentos daquela classe que tem seus salários corrigidos somente pela inflação oficial (que não é a verdadeira) e aposentadorias até abaixo dela temos a confissão expressa desse empobrecimento.
Fosse o governo coerente na isonomia com o seu povo, como asseverava no discurso de campanha, jamais permitiria, sem uma justa razão, que houvesse privilégios entre seus governados.

JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado e escritor) - Londrina



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